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Lula Sanciona lei que proíbe linguagem neutra na esfera pública

Norma federal, que abrange todas as administrações públicas, veta flexões não consolidadas no idioma, focando na clareza e aderência às regras gramaticais para aprimorar a comunicação oficial com o cidadão.

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
- Editor e analista geopolítico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma nova lei que estabelece uma diretriz clara para a comunicação oficial: fica proibido o uso da linguagem neutra por órgãos e entidades das administrações federal, estadual e municipal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (18).

A lei não surge isoladamente, mas integra a Política Nacional de Linguagem Simples, um programa de governo voltado a facilitar drasticamente a compreensão de informações oficiais e aprimorar a comunicação entre o poder público e a população.

Essa diretriz veta diretamente a linguagem neutra, uma variação que utiliza, por exemplo, a letra “e” em substituição a “a” ou “o” e pronomes como “elu”. Embora a linguagem neutra seja um tema de debate social e cultural, a legislação determina que a escrita oficial deve se ater à norma padrão.

Escrita Oficial Vai Além do Gênero

A nova legislação visa a transparência e a redução de custos e estabelece critérios de escrita que vão além do veto à linguagem neutra. Os órgãos públicos devem priorizar:

  • Estrutura: Frases curtas e construções na ordem direta.
  • Vocabulário: Uso de vocabulário comum e evitar palavras estrangeiras ou redundâncias.
  • Conteúdo: Organizar textos priorizando as informações essenciais logo no início.

Além disso, há uma diretriz sensível: documentos oficiais destinados a povos indígenas devem ser acompanhados, sempre que possível, da tradução para a língua indígena correspondente, promovendo o acesso efetivo à informação.

A sanção da lei ocorre após o tema ter gerado diversas controvérsias públicas recentes, incluindo o uso de construções neutras em cerimônias do próprio governo e o debate intenso sobre o uso do termo “parlamentares eleites”, mostrando que a nova regra busca encerrar, no âmbito legal da administração pública, uma polêmica que se arrasta na esfera política e cultural.

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JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.