Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar sobre o Projeto de Anistia aos detidos pelo envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro, em visita ao Senado. Bolsonaro pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assuma a iniciativa da anistia, apelando para o “coração” do líder petista e enfatizando o desejo de ver Lula como “pai” do perdão aos detidos.
O projeto, que anteriormente tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi transferido para uma comissão especial pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com o intuito de discutir a questão em um novo colegiado.
Bolsonaro defende anistia como prioridade para os envolvidos
Durante sua passagem pelo Senado, Bolsonaro destacou que a anistia para os participantes do 8 de janeiro é uma prioridade acima de qualquer questão pessoal, incluindo sua própria situação de inelegibilidade. Segundo ele, o foco deve ser conceder perdão aos que participaram ou financiaram os atos.
Bolsonaro comentou ainda que discutiu com Lira a criação da nova comissão e expressou apoio à medida. Ele sugeriu que familiares dos detidos, inclusive crianças, venham ao Congresso para sensibilizar o público e os parlamentares sobre a situação dos presos.
Apelo ao “coração” de Lula
Ao falar sobre o pedido de anistia, Bolsonaro apelou diretamente ao presidente Lula, questionando se ele poderia considerar o perdão: “Com todos os defeitos que ele tem, será que não tem coração também? Não sabe quem está preso? São pessoas humildes”, afirmou.
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Perguntas frequentes sobre o pedido de anistia
O que é o Projeto de Anistia?
O projeto busca conceder perdão aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo aqueles envolvidos em financiamento ou organização.
Por que Bolsonaro quer que Lula assuma a anistia?
Bolsonaro acredita que o presidente Lula, ao assumir a iniciativa, demonstraria compaixão e sensibilidade, além de desvincular o projeto de uma bandeira partidária.
Qual o papel da comissão especial?
A comissão foi criada para analisar o Projeto de Anistia de forma mais ampla, ouvindo diferentes setores e promovendo uma discussão mais extensa antes da decisão final.