Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o julgamento da denúncia contra ele e seus aliados por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) “não é justo”.
Ele criticou a condução do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e questionou sua imparcialidade.
“Ele vai continuar sendo tudo? Ele é juiz, interroga, decide quem vai ser interrogado. Ele participa da delação premiada, ameaça, é tudo. É isento ou não é?”, disse Bolsonaro nesta terça-feira (25), durante o intervalo do julgamento.
Bolsonaro e Moraes frente a frente no STF
O ex-presidente surpreendeu ao comparecer pessoalmente ao STF e se posicionar na primeira fileira, ao lado de seus advogados. A sessão da Primeira Turma da Corte reuniu, além de Moraes, os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux. Eles analisam se Bolsonaro e seus aliados se tornarão réus na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Quem são os acusados no julgamento
O STF iniciou a análise da denúncia contra Jair Bolsonaro e sete aliados considerados parte do “núcleo 1” do suposto plano golpista:
- Walter Braga Netto – General e ex-ministro;
- Augusto Heleno – Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Alexandre Ramagem – Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Anderson Torres – Ex-ministro da Justiça;
- Almir Garnier – Ex-comandante da Marinha;
- Paulo Sérgio Nogueira – General e ex-ministro da Defesa;
- Mauro Cid – Ex-ajudante de ordens e delator.
Acusações contra Bolsonaro e aliados
A PGR apontou que Bolsonaro e seus aliados cometeram os seguintes crimes:
- Organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio público;
- Deterioração de patrimônio tombado.
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Entenda o caso: julgamento de Bolsonaro no STF
- O STF julga Bolsonaro e aliados por suposta tentativa de golpe de Estado;
- A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República;
- O julgamento ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal;
- Alexandre de Moraes é o relator do caso e conduz a sessão;
- Bolsonaro criticou Moraes e disse que o julgamento é parcial.