Parlamentares dizem que golpe de Trump contra o Brasil tem participação da família Bolsonaro

Donald Trump e Bolsonaro
Donald Trump e Bolsonaro
Atualizado em 25/11/2025 01:30

Brasília — 9 de julho de 2025 – Deputados acusam aliados de Jair Bolsonaro de articularem com Donald Trump o tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras.


O golpe veio de fora, mas com digitais bem conhecidas por aqui. A taxação de 50% anunciada por Donald Trump contra produtos brasileiros não foi apenas uma medida de protecionismo eleitoral: foi uma manobra coordenada com aliados de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. Parlamentares brasileiros denunciam um conluio vergonhoso que envolve filhos do ex-presidente, pastores de extrema-direita e think tanks ultraconservadores que orbitam o trumpismo.

A denúncia mais grave partiu de deputados da base governista e de setores independentes, que classificaram a tarifa como uma agressão ao Brasil articulada “com apoio direto de brasileiros dispostos a sabotar seu próprio país em nome de um projeto de poder derrotado nas urnas”.

Canalhice transnacional

Segundo fontes do Itamaraty, o plano começou a ser gestado ainda em junho, quando Eduardo Bolsonaro esteve em Washington em encontros fora da agenda com articuladores da campanha de Trump. Relatos indicam que a proposta de retaliar o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio foi discutida informalmente, com o objetivo de constranger Lula no cenário internacional.

“É sabotagem pura. Não se trata de política comercial, mas de uma conspiração contra o Brasil”, disse um parlamentar do PSOL. A movimentação, dizem, é parte da mesma lógica que levou bolsonaristas a denunciar o país em organismos internacionais, aplaudir sanções e incentivar ataques ao Supremo Tribunal Federal.

Filhos da pátria ou cúmplices da sanção?

O Palácio do Planalto considera a manobra uma afronta à soberania nacional. Lula determinou à equipe diplomática que prepare uma resposta dura — não apenas contra os EUA, mas também contra brasileiros envolvidos na articulação da tarifa. “Quem conspira com estrangeiros contra o país, trai o povo”, afirmou um ministro, sob reserva.

A bancada governista também pediu a convocação imediata de Eduardo Bolsonaro à Comissão de Relações Exteriores da Câmara. A ideia é que ele explique sua participação nos bastidores da medida. Senadores querem acionar a Procuradoria-Geral da República para investigar eventual crime contra a ordem econômica e contra a soberania.

Reação exigida: sem cálculo, sem timidez

A pressão por uma resposta firme cresce. O Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e acionar cláusulas previstas em tratados multilaterais para retaliar. Há também a possibilidade de endurecer regras para empresas americanas no Brasil.

Mas o mais urgente, segundo parlamentares, é político: é preciso denunciar o ato como sabotagem internacional com aval da extrema direita brasileira. E deixar claro que o país não será capacho de interesses antidemocráticos nem refém da submissão colonial que move a família Bolsonaro.


O Diário Carioca Esclarece

  • O que é a Seção 301?
    É uma cláusula da lei americana de comércio usada para impor sanções unilaterais sem passar pela OMC.
  • Qual o impacto da tarifa de 50%?
    Ela encarece as exportações brasileiras, principalmente do agronegócio e setor de tecnologia, afetando a balança comercial.
  • O Brasil pode retaliar?
    Sim. Pode recorrer à OMC, adotar medidas internas ou buscar apoio em fóruns multilaterais como o BRICS e a Celac.

FAQ (Perguntas Frequentes)

Eduardo Bolsonaro realmente participou da articulação?
Há indícios fortes, segundo congressistas. Ele esteve com aliados de Trump antes do anúncio e não negou os encontros.

Trump pode agir assim sem respaldo legal internacional?
A Seção 301 permite sanções unilaterais. Legal nos EUA, mas passível de contestação na OMC.

Como Lula deve reagir?
Com firmeza diplomática, articulação internacional e exposição pública da traição interna.

JR Vital

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações.

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