Brasília – O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, levantou dúvidas sobre a metodologia da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (26). O estudo analisou cenários eleitorais para 2026 em oito estados e indicou vantagens para Lula em alguns locais, mas também derrotas e empates técnicos em outros. Cappelli cobrou explicações do diretor da Quaest, Felipe Nunes, sobre os critérios adotados.
O levantamento considerou possíveis confrontos entre Lula e adversários como Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Pablo Marçal (PRTB) e Gusttavo Lima (sem partido). Destes, Bolsonaro e Marçal estão inelegíveis, mas foram incluídos na pesquisa.
Perguntas sinceras ao @profFelipeNunes , da Quaest:
— Ricardo Cappelli (@RicardoCappelli) February 26, 2025
1 – Pesquisa em alguns estados apenas reproduz o cenário nacional?
2 – Se não, quem escolheu estes estados?
3 – Quem pagou a pesquisa?
Não se trata de negacionismo, mas não tem ninguém bobo, e não existe almoço grátis.
Metodologia da pesquisa gera questionamentos
A pesquisa avaliou cenários apenas nos estados de Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Para Cappelli, essa seleção pode comprometer a representação nacional dos resultados.
Em uma postagem no X (ex-Twitter), ele questionou: “Pesquisa em alguns estados apenas reproduz o cenário nacional? Se não, quem escolheu esses estados? Quem financiou a pesquisa?”. O presidente da ABDI também destacou que não se trata de negar os dados, mas sim de exigir transparência: “Não tem ninguém bobo, e não existe almoço grátis”.
Resultados apontam cenário dividido
O estudo mostrou que Lula venceria no segundo turno na Bahia e em Pernambuco, mas perderia no Paraná e no Rio Grande do Sul. Em São Paulo e Minas Gerais, haveria empate técnico ou derrota para adversários. A análise também testou a popularidade de Bolsonaro, mesmo com sua inelegibilidade, e de nomes como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, que despontam como opções da direita para 2026.