Fortaleza – A estudante Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares, presa durante os atos de 8 de janeiro de 2023, violou as condições de sua liberdade provisória e agora é considerada foragida. Segundo documentos judiciais, ela quebrou a tornozeleira eletrônica em maio de 2024 e não compareceu a audiências obrigatórias na Justiça do Ceará.
O caso foi comunicado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apenas em março de 2025. O ofício enviado ao tribunal destacou o “descumprimento injustificado” das obrigações judiciais, tornando Roberta oficialmente foragida.
Monitoramento da tornozeleira
De acordo com a Coordenadoria de Monitoração Eletrônica de Pessoas (COMEP), a estudante rompeu o dispositivo no dia 25 de maio de 2024, às 08h04. Desde então, ela não retomou o monitoramento, nem prestou esclarecimentos.
Roberta obteve liberdade provisória em agosto de 2023, sob diversas condições, incluindo:
- Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
- Proibição de acesso às redes sociais;
- Restrção de circulação noturna;
- Vedada a saída do país;
- Impedimento de contato com outros investigados.
Histórico da estudante
Roberta, de 37 anos, natural de Fortaleza, estava cursando medicina na USP no momento de sua prisão. Durante os atos do 8 de janeiro, foi flagrada pelas câmeras de segurança dentro do plenário da Câmara dos Deputados, ajoelhada e rezando.
A estudante é filha de um militar do Exército e já havia compartilhado imagens de sua tornozeleira em redes sociais. Após ser solta, retornou a Fortaleza, onde deveria cumprir as medidas judiciais, mas descumpriu todas as regras impostas.
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Entenda o caso: estudante da USP e os atos de 8 de janeiro
- Quem é Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares?
- Estudante de medicina da USP, presa nos atos de 8/1.
- O que aconteceu com a tornozeleira eletrônica?
- Rompida em maio de 2024, sem justificativa.
- Qual a situação atual dela?
- Considerada foragida pela Justiça desde março de 2025.
- Quais medidas foram impostas a ela?
- Uso de tornozeleira, proibição de redes sociais e restrições de circulação.