Improdutivo, Eduardo ataca Hugo Motta: “Fala como esquerdista do PSOL”

Deputado do PL acusa presidente da Câmara de ceder a pressões contra o projeto que beneficia condenados do 8 de janeiro
4 de abril de 2025
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Hugo Motta e Eduardo Bolsonaro
Hugo Motta e Eduardo Bolsonaro

Brasília
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta sexta-feira (4) o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por sua postura em relação ao projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O deputado afirmou que Motta “fala como um esquerdista do PSOL”, ao se declarar contra a proposta.

Durante entrevista à rádio Auriverde, Eduardo disse que a mudança de posição de Motta teria ocorrido após um jantar com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e sugeriu que o presidente da Câmara estaria sendo pressionado para evitar que o projeto avance.


Eduardo Bolsonaro critica postura de Hugo Motta

Ao comentar o projeto de anistia, Eduardo Bolsonaro declarou que Hugo Motta passou a se posicionar como membros da esquerda. Ele relacionou a postura do deputado à retórica usada por Lula e integrantes do PT.

Segundo o parlamentar, o discurso contrário à anistia repete “as mesmas falas sobre democracia que vêm da esquerda”. A proposta tem sido uma das principais prioridades do Partido Liberal (PL) neste início de ano legislativo.


Acusações de interferência do STF

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que Hugo Motta mudou de opinião após um encontro com Alexandre de Moraes. Ele declarou: “Antes do jantar com Moraes, ele era claramente a favor da anistia”.

Eduardo também sugeriu que o presidente da Câmara estaria sofrendo ameaças. “Ele vai negar publicamente, mas está sendo pressionado”, afirmou o deputado durante a entrevista.


PL busca apoio para votação urgente

O PL pretende aprovar um requerimento de urgência para que o projeto de anistia vá direto ao plenário, sem precisar passar pelas comissões temáticas.

Para isso, a legenda mudou a estratégia e agora busca assinaturas individuais de parlamentares, já que os líderes partidários estariam sendo desestimulados a apoiar a proposta por Hugo Motta.


Sóstenes Cavalcante detalha nova estratégia

De acordo com Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, o grupo começou a recolher assinaturas individualmente. “Neste momento, já temos 163. Precisamos de 257”, disse ele após reunião com líderes na quinta-feira (3).

Motta teria pedido diretamente aos líderes que não assinassem o requerimento, o que levou o PL a buscar apoio direto entre os parlamentares.


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Entenda o projeto de anistia do 8 de janeiro

Saiba mais sobre a proposta que gerou atritos na Câmara:

  • Projeto visa anistiar condenados pelos atos de 8 de janeiro
  • Partido Liberal considera a proposta uma prioridade
  • Eduardo Bolsonaro afirma que Hugo Motta recuou após encontro com Alexandre de Moraes
  • Motta ainda não se posicionou oficialmente sobre as acusações
  • PL mudou a estratégia e passou a buscar assinaturas individuais
  • Já foram reunidas 163 assinaturas, são necessárias 257
  • Requerimento de urgência permite votação direta no plenário
  • Oposição também atua com ações no STF em defesa dos presos

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