Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, nesta quarta-feira (2). A decisão ocorreu após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou o descumprimento de medidas cautelares. O primo dos filhos de Jair Bolsonaro deixou o Brasil rumo à Argentina, contrariando decisão judicial que proibia sua saída do país.
Léo Índio é réu no STF por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A defesa confirmou que ele viajou para a Argentina na sexta-feira (28). Agora, ele pode ser preso ao retornar ao Brasil ou extraditado, caso o governo brasileiro faça o pedido e a Argentina aceite.
Motivo da decretação de prisão
O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão após a PGR considerar que a viagem de Léo Índio violou suas medidas cautelares. Ele estava em liberdade condicional e não podia sair do Brasil. Além disso, teve o passaporte cancelado.
Contudo, ele utilizou a entrada facilitada na Argentina, onde brasileiros podem ingressar apenas com documento de identidade. A Polícia Federal (PF) também pediu ao STF a destruição definitiva do passaporte de Léo Índio.
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Resposta da defesa
A defesa do sobrinho de Bolsonaro argumentou que ele deixou o país porque se considera perseguido pela Justiça. No entanto, o STF rejeitou um recurso que questionava a competência da Corte para julgá-lo, alegando que ele não possui foro privilegiado.
Léo Índio enfrenta acusações de:
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado contra patrimônio da União;
- Deterioração de patrimônio tombado.
A PGR também afirmou que ele produziu provas contra si próprio ao compartilhar conteúdo antidemocrático em grupos de WhatsApp e redes sociais.
Entenda o caso: prisão de Léo Índio
- Léo Índio é investigado por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
- STF impôs medidas cautelares, incluindo a proibição de deixar o país.
- Ele viajou para a Argentina, violando a decisão judicial.
- Alexandre de Moraes decretou sua prisão após parecer da PGR.
- Ele pode ser preso ao retornar ou extraditado caso haja pedido formal do Brasil.