Brasília – O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) confrontou parlamentares bolsonaristas nesta segunda-feira (11) sobre a alta dos alimentos. Ele lembrou que, no governo Jair Bolsonaro, os alimentos subiram 57% entre 2019 e 2022, agravando a fome no país. Segundo ele, 33 milhões de brasileiros enfrentavam insegurança alimentar naquele período, conforme estudos da ONU.
O petista destacou que, desde a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, aproximadamente 22 milhões de pessoas saíram dessa condição. Ele criticou a oposição, afirmando que não têm “autoridade para falar sobre fome” e ressaltou que, na Reforma Tributária, parlamentares bolsonaristas votaram contra a isenção de impostos da cesta básica.
Causas do aumento dos alimentos
Lindbergh explicou que a recente alta nos preços está ligada a três fatores:
- Enchentes no Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país;
- Seca em outras regiões, afetando colheitas;
- Valorização do dólar, impactando insumos e produção.
Apesar disso, ele destacou que a inflação alimentar no governo Lula é de 8% em dois anos, enquanto nos primeiros anos de Bolsonaro chegou a 27%. O deputado ainda lembrou que, na gestão anterior, o salário mínimo não teve aumento real, diferente do atual governo.
Medidas do governo para reduzir os preços
O governo Lula tem adotado medidas para reduzir o impacto da inflação alimentar:
- Incentivo ao financiamento agrícola, com juros reduzidos;
- Ampliação do Plano Safra para produtores de arroz e feijão;
- Expectativa de aumento na produção, com crescimento de 15% no arroz e 5% no feijão.
Lindbergh também ressaltou que a inflação de janeiro foi de 0,16%, a menor desde 1994, o que contraria os argumentos da oposição.
Críticas à oposição
O petista ironizou um grupo de parlamentares bolsonaristas que foram à Câmara com marmitas vazias. “Devem estar levando para Bolsonaro na prisão“, disse. Ele reiterou que o ex-presidente deve ser preso por tentativa de golpe e esquemas de corrupção, como o caso das joias.
Lindbergh também criticou o apoio de bolsonaristas a Donald Trump, que anunciou taxa de 25% sobre exportações brasileiras de aço e alumínio. “Onde está o patriotismo de vocês agora?”, questionou.
Entenda o caso: inflação dos alimentos e debate político
- Inflação alimentar cresceu 57% no governo Bolsonaro;
- 33 milhões de pessoas passaram fome até 2022;
- Governo Lula reduziu esse número para 22 milhões;
- Oposição votou contra isenção de impostos da cesta básica;
- Enchentes, seca e dólar alto impactaram os preços em 2024;
- Governo aposta em financiamentos para aumentar a produção de arroz e feijão;
- Inflação de janeiro foi a menor desde 1994 (0,16%).