Má Fé? Por que institutos de pesquisa colocam o réu inelegível Bolsonaro possível candidato

Inclusão do ex-presidente nas pesquisas eleitorais levanta questionamentos sobre credibilidade e impacto político
3 de abril de 2025
Leia em 1 minuto

Brasília – A presença de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais de Quaest e Atlas Intel, mesmo estando inelegível, tem gerado debate sobre a transparência e a confiabilidade dos levantamentos. Especialistas apontam que a inclusão do ex-presidente pode distorcer o cenário político e influenciar a opinião pública.

Os institutos seguem apresentando Bolsonaro como opção para as eleições de 2026, apesar da sua inelegibilidade confirmada pela Justiça Eleitoral. Isso reforça a narrativa de que ele ainda tem relevância política, criando a percepção de que poderia ser um candidato viável caso sua situação fosse revertida.

Impacto na opinião pública

A inclusão de um nome inelegível nas pesquisas influencia diretamente a percepção dos eleitores. Além disso, pode alimentar discursos de que a próxima eleição será “roubada” caso Bolsonaro não possa concorrer, argumento amplamente utilizado por seus apoiadores.

Outro efeito é a valorização do apoio político do ex-presidente. A cada menção nas pesquisas, Bolsonaro ganha visibilidade e fortalece sua capacidade de negociar alianças e influência dentro da direita.

Institutos de pesquisa e interesses políticos

Pesquisas eleitorais têm papel crucial na definição de estratégias de partidos e candidatos. No entanto, ao manter Bolsonaro nos levantamentos, institutos como Quaest e Atlas Intel podem estar ampliando sua presença no debate público, mesmo sem uma candidatura viável.


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A prática também levanta dúvidas sobre os critérios adotados para definir os nomes incluídos nas pesquisas. Até o momento, os institutos não justificaram de forma detalhada essa escolha, o que amplia o questionamento sobre a credibilidade dos estudos.

Entenda o caso: Bolsonaro nas pesquisas eleitorais

  • Inelegibilidade confirmada: Bolsonaro foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e não pode concorrer em 2026.
  • Inclusão em pesquisas: Mesmo inelegível, aparece nos levantamentos da Quaest e Atlas Intel.
  • Efeito político: A cada nova pesquisa, reforça sua presença na opinião pública e amplia sua capacidade de influenciar aliados.
  • Impacto na eleição: Especialistas apontam que essa estratégia pode distorcer o cenário político e favorecer a narrativa de que Bolsonaro ainda é um candidato viável.

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