Brasília – A presença de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais de Quaest e Atlas Intel, mesmo estando inelegível, tem gerado debate sobre a transparência e a confiabilidade dos levantamentos. Especialistas apontam que a inclusão do ex-presidente pode distorcer o cenário político e influenciar a opinião pública.
Os institutos seguem apresentando Bolsonaro como opção para as eleições de 2026, apesar da sua inelegibilidade confirmada pela Justiça Eleitoral. Isso reforça a narrativa de que ele ainda tem relevância política, criando a percepção de que poderia ser um candidato viável caso sua situação fosse revertida.
Impacto na opinião pública
A inclusão de um nome inelegível nas pesquisas influencia diretamente a percepção dos eleitores. Além disso, pode alimentar discursos de que a próxima eleição será “roubada” caso Bolsonaro não possa concorrer, argumento amplamente utilizado por seus apoiadores.
Outro efeito é a valorização do apoio político do ex-presidente. A cada menção nas pesquisas, Bolsonaro ganha visibilidade e fortalece sua capacidade de negociar alianças e influência dentro da direita.
Institutos de pesquisa e interesses políticos
Pesquisas eleitorais têm papel crucial na definição de estratégias de partidos e candidatos. No entanto, ao manter Bolsonaro nos levantamentos, institutos como Quaest e Atlas Intel podem estar ampliando sua presença no debate público, mesmo sem uma candidatura viável.
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A prática também levanta dúvidas sobre os critérios adotados para definir os nomes incluídos nas pesquisas. Até o momento, os institutos não justificaram de forma detalhada essa escolha, o que amplia o questionamento sobre a credibilidade dos estudos.
Entenda o caso: Bolsonaro nas pesquisas eleitorais
- Inelegibilidade confirmada: Bolsonaro foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e não pode concorrer em 2026.
- Inclusão em pesquisas: Mesmo inelegível, aparece nos levantamentos da Quaest e Atlas Intel.
- Efeito político: A cada nova pesquisa, reforça sua presença na opinião pública e amplia sua capacidade de influenciar aliados.
- Impacto na eleição: Especialistas apontam que essa estratégia pode distorcer o cenário político e favorecer a narrativa de que Bolsonaro ainda é um candidato viável.