Paulo Magalhães, que agrediu jornalista em 2001, quer cassação de Glauber

Deputado do PSD-BA pede perda de mandato de parlamentar do PSOL-RJ
3 de abril de 2025
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Paulo Magalhães - Foto: Agência Brasil
Paulo Magalhães - Foto: Agência Brasil

Brasília – O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), relator do Conselho de Ética da Câmara, sugeriu a cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ) por agressão. O parecer aponta que o parlamentar fluminense quebrou o decoro ao chutar Gabriel Costenaro, militante do Movimento Brasil Livre (MBL), durante um embate em abril de 2024.

O relator, contudo, tem um histórico controverso. Em 2001, ele atacou o jornalista Maneca Muniz dentro da Câmara, após o lançamento de um livro com denúncias contra seu tio, o então senador Antonio Carlos Magalhães (ACM). Na ocasião, Magalhães não sofreu punição e seguiu na política. O episódio foi capa do jornal O Globo em 5 de abril de 2001.


Histórico de agressão de Paulo Magalhães

O deputado baiano atacou Maneca Muniz fisicamente após o jornalista divulgar conteúdo negativo sobre ACM. O caso ocorreu dentro da Câmara, mas não resultou em punição.

Desde então, Magalhães se reelegeu seguidamente e hoje exerce seu sétimo mandato.


A polêmica entre Glauber Braga e o MBL

O deputado Glauber Braga se desentendeu com Gabriel Costenaro, um dos principais nomes do MBL, conhecido por provocar políticos da esquerda e registrar reações para divulgar nas redes sociais.

O embate ocorreu quando Braga questionou Costenaro sobre uma acusação de violência doméstica contra ele e também sobre sua suposta participação em uma invasão da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2023. Durante o conflito, Costenaro ofendeu Saudade Braga, mãe do deputado, chamando-a de “corrupta” e “safada”.

A ex-prefeita de Nova Friburgo faleceu 22 dias após o ocorrido.


Parecer do Conselho de Ética

Paulo Magalhães apresentou um relatório defendendo a cassação de Glauber Braga por quebra de decoro. Em seu parecer, afirmou:

“Com base nas evidências reunidas no processo, fica claro que o representado ultrapassou os limites do seu mandato, abusando das prerrogativas parlamentares. Diante disso, é necessário reconhecer que suas ações configuram conduta passível de punição, sendo apropriada, neste caso, a perda do mandato”.

Agora, o parecer será votado pelo Conselho de Ética. Se aprovado, seguirá para votação no plenário da Câmara, onde precisará do apoio de 257 deputados para ser confirmado.


Entenda o caso: a disputa entre Glauber Braga e o MBL

  • Glauber Braga revidou provocações de Gabriel Costenaro com um chute.
  • O militante do MBL já foi acusado de violência doméstica e invasão da UFPR.
  • Durante o confronto, Costenaro atacou a mãe do deputado, que faleceu dias depois.
  • O relator do caso, Paulo Magalhães, já agrediu um jornalista no Congresso.
  • O Conselho de Ética analisa a possível cassação de Glauber Braga.

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