Brasília – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu não entrar em recesso neste fim de ano para acelerar o processo que investiga a suposta tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras figuras políticas. “A procuradoria precisa de uma força-tarefa para definir os próximos passos: denúncia, arquivamento ou pedidos de novas investigações”, declarou Gonet à CNN Brasil.
O caso, que inclui prisões preventivas, como a do general Braga Netto em 14 de dezembro, requer agilidade. Processos com réus presos preventivamente precisam avançar rapidamente para evitar detenções prolongadas sem acusações formais. Durante o recesso, Gonet permanecerá em Brasília revisando os relatórios da Polícia Federal (PF) para acelerar a conclusão das apurações.
STF também acelera trabalhos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, também dispensou o recesso e informou à presidência da Corte que seguirá analisando os processos relacionados à tentativa de golpe. Casos urgentes costumam ser transferidos para o presidente do STF durante o recesso, mas Moraes optou por manter o controle dos processos sob sua relatoria.
A denúncia deve ser apresentada à Primeira Turma do STF em fevereiro, composta por ministros como Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin. No entanto, há uma possibilidade de o caso ser levado ao plenário completo devido à sua relevância e complexidade. Essa decisão ainda não foi definida.
Envolvidos no inquérito
Além de Bolsonaro e Braga Netto, o inquérito lista outros 34 investigados, incluindo o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o general Augusto Heleno, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. As investigações abrangem eventos como os ataques de 8 de janeiro, tramas golpistas em 2022 e até um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras lideranças do governo.
Entenda o caso: investigação sobre tentativa de golpe
- O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por envolvimento em tramas golpistas.
- O general Braga Netto foi preso preventivamente em 14 de dezembro.
- A denúncia deve ser apresentada ao STF em fevereiro.
- Outros nomes envolvidos incluem Mauro Cid, Augusto Heleno e Valdemar Costa Neto.
- O caso também apura supostos planos para atacar líderes do governo e do STF.