PGR rejeita pedido de prisão preventiva contra Bolsonaro

Procurador-geral Paulo Gonet solicita arquivamento do caso
2 de abril de 2025
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Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução

Brasília – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionou contra o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação partiu de dois advogados e foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas Gonet argumentou que o pedido não deve ser aceito e pediu o arquivamento do caso.

No parecer encaminhado nesta quarta-feira (2), o PGR justificou que a jurisprudência do STF assegura ao Ministério Público a titularidade exclusiva da ação penal. Portanto, advogados particulares não têm legitimidade para fazer esse tipo de requerimento diretamente ao tribunal.

Argumentos da PGR contra a prisão

Gonet afirmou que o processo penal só pode ser iniciado pelo Ministério Público, e não por terceiros. Ele destacou que “segundo a jurisprudência do STF, a deflagração do processo criminal depende exclusivamente de uma denúncia do MPF“. Dessa forma, o pedido não deve ser reconhecido.

O procurador também criticou a forma como o pedido foi feito. Segundo ele, a representação criminal deveria ter sido direcionada à autoridade policial ou ao Ministério Público, e não diretamente ao STF. Ele classificou a solicitação como “flagrantemente ilegítima”.

Pedido foi feito com base em redes sociais

A ação contra Bolsonaro foi apresentada por dois advogados e enviada ao STF, onde foi analisada pelo ministro Alexandre de Moraes. O pedido argumentava que o ex-presidente teria incentivado atos antidemocráticos ao se manifestar nas redes sociais a favor da anistia de condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

Ao receber o pedido, Moraes seguiu o procedimento padrão e encaminhou o caso ao Ministério Público. Agora, com o parecer de Gonet, a tendência é que o caso seja arquivado.


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Entenda o caso: pedido de prisão contra Bolsonaro

  • Quem fez o pedido? Dois advogados apresentaram a solicitação ao STF.
  • Qual o motivo? Alegaram que Bolsonaro incentivou atos antidemocráticos.
  • O que disse a PGR? Afirmou que apenas o Ministério Público pode iniciar uma ação penal.
  • O que acontece agora? Com o parecer de Gonet, o caso deve ser arquivado.

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