Brasília – A Polícia Federal indiciou Givaldo Ricardo de Freitas, ex-superintendente de Comunicação de Sergipe, por encomendar um áudio falso que criticava o presidente Lula e o senador Rogério Carvalho.
O áudio surgiu durante as eleições de 2022 e buscava prejudicar Carvalho, que concorria ao governo contra Fábio Mitidieri.
O que aconteceu
- Indiciamento: Givaldo de Freitas, Rodrigo Leão e Carlos José Costa foram indiciados pela PF.
- Áudio Manipulado: Mensagens revelaram a criação de um áudio falso com críticas ao senador Rogério Carvalho.
- Objetivo: Prejudicar a campanha de Carvalho nas eleições de 2022.
- Investigação: A PF sugeriu indiciamento por violação ao Código Eleitoral.
Detalhes do Indiciamento
A Polícia Federal indiciou Givaldo Ricardo de Freitas, ex-superintendente de Comunicação do governo de Sergipe, por encomendar um áudio falso que buscava manipular a opinião pública contra o senador Rogério Carvalho (PT). O áudio surgiu durante as eleições de 2022 e teve como objetivo prejudicar a candidatura de Carvalho ao governo do estado, em uma disputa acirrada contra Fábio Mitidieri (PSD), apoiado pelo então governador Belivaldo Chagas.
LEIA TAMBÉM
Manipulação Eleitoral
No áudio, uma voz imitando o presidente Lula criticava duramente Rogério Carvalho por sua “falta de iniciativa política”. A mensagem dizia:
“Não vai votar, não vai votar porque o Rogério não toma iniciativa de acreditar em sua própria política. É preciso fazer uma autocrítica. Eu sinceramente estou constrangido, não adianta brigar para ser candidato a governador”, dizia supostamente a voz de Lula, que rapidamente viralizou nas redes sociais durante o período eleitoral.
O áudio, portanto, se mostrou uma ferramenta de manipulação que visava criar uma percepção negativa do senador Rogério Carvalho entre os eleitores, influenciando o resultado das eleições em favor de Fábio Mitidieri.
Descoberta pela Polícia Federal
Durante a investigação, a Polícia Federal encontrou mensagens trocadas entre Givaldo Ricardo, Rodrigo Leão dos Santos e Carlos José Walter Costa. Essas mensagens indicavam o envolvimento deles na edição do áudio. Um projeto identificado como “Belivas/Lula Rogério Não” foi encontrado, sugerindo a intenção de difamar o senador.
Segundo a PF, Rodrigo Leão teria feito a edição do áudio sob a orientação de Carlos José, e ambos receberam um pagamento de R$ 5 mil pelo serviço. As investigações mostraram que Givaldo e Carlos José escolheram permanecer em silêncio quando questionados. Rodrigo, contudo, negou as acusações de falsificação, alegando que o áudio era para uma página de humor e nunca foi finalizado.
Implicações Legais
A Polícia Federal concluiu o relatório final e o enviou à Justiça Eleitoral, recomendando o indiciamento dos envolvidos pela disseminação de informações falsas, em violação ao Código Eleitoral. A PF destacou a seriedade das ações e a necessidade de responsabilizar os envolvidos para garantir a integridade do processo eleitoral no Brasil.
O senador Rogério Carvalho expressou sua indignação com o incidente e destacou a importância de proteger a democracia contra atos criminosos. “A verdade deve prevalecer, e os responsáveis por essas manipulações precisam ser punidos. Precisamos defender a integridade do nosso sistema eleitoral”, afirmou Carvalho, enfatizando a necessidade de responsabilização.
Perguntas Frequentes sobre o Caso do Áudio Falso
Quem são os indiciados pela Polícia Federal?
A Polícia Federal indiciou Givaldo Ricardo de Freitas, Rodrigo Leão dos Santos, e Carlos José Walter Costa. Givaldo é o ex-superintendente de Comunicação do governo de Sergipe. Rodrigo e Carlos José foram identificados como os responsáveis pela edição do áudio falso.
Qual foi o conteúdo do áudio falso divulgado?
O áudio, que imitou a voz do presidente Lula, criticava o senador Rogério Carvalho por sua falta de iniciativa política. O áudio afirmava que Rogério não acreditava em sua própria política e precisava fazer uma autocrítica, sugerindo que ele não estava apto a ser candidato a governador.
Qual foi o objetivo do áudio manipulado?
O objetivo do áudio era prejudicar a candidatura de Rogério Carvalho nas eleições de 2022, onde ele concorria contra Fábio Mitidieri. O áudio buscava influenciar a opinião pública contra Carvalho, beneficiando Mitidieri, que era apoiado pelo então governador Belivaldo Chagas.
Quais são as alegações dos envolvidos?
Givaldo Ricardo e Carlos José optaram por permanecer em silêncio durante as investigações. Rodrigo Leão, no entanto, negou ter falsificado o áudio, alegando que ele era destinado a uma página de humor e não foi finalizado.
O que a Polícia Federal recomendou à Justiça Eleitoral?
A Polícia Federal recomendou o indiciamento dos envolvidos pela divulgação de fatos inverídicos, em violação ao Código Eleitoral. A PF enfatizou a necessidade de punir os responsáveis por manipulações que possam influenciar o processo eleitoral.