Balneário Camboriú – A prefeita Juliana Pavan (PSD) divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que moradores de rua não poderão mais permanecer nas vias da cidade.
Segundo ela, há oportunidades de emprego e abrigo, mas “pessoas à toa” nas ruas não serão toleradas. A declaração gerou uma onda de críticas e levantou questionamentos sobre possíveis violações de direitos humanos.
A operação chamada “Resgate a Vida BC” consiste em abordagens diretas para oferecer acolhimento temporário aos moradores de rua, desde que aceitem deixar a cidade. A Guarda Municipal, a Secretaria de Assistência Social, a Secretaria de Segurança e a Polícia Militar de Santa Catarina participam da ação. No vídeo, a prefeita oferece ajuda a um homem de Rondônia, condicionando o suporte ao retorno dele ao estado de origem.
Repercussão nas redes sociais
As declarações da prefeita provocaram forte reação nas redes sociais. Diversos internautas acusaram a gestora de promover higienismo social e ignorar os direitos fundamentais dessas pessoas.
Especialistas em direitos humanos também se manifestaram, alertando que a remoção forçada de moradores de rua é ilegal. “Essas medidas ferem princípios básicos de dignidade e liberdade de ir e vir”, afirmaram ativistas.
Acompanhamento do Ministério Público
O Ministério Público de Santa Catarina anunciou que acompanhará o caso e solicitou uma audiência de conciliação para debater o cumprimento de decisões judiciais que proíbem a remoção forçada de pessoas em situação de rua. O promotor Álvaro Pereira Oliveira Melo criticou a postura da prefeita, chamando a abordagem de “policialesca e sensacionalista”.
Posicionamento da prefeitura
Apesar das críticas, Juliana Pavan manteve sua posição. Ela declarou que não pode “fechar os olhos, tapar os ouvidos e cruzar os braços” diante da questão dos moradores de rua. Segundo a gestora, as abordagens continuarão de forma permanente.
Entenda o caso: operação “Resgate a Vida BC”
- A prefeita Juliana Pavan (PSD) declarou que não permitirá a permanência de moradores de rua em Balneário Camboriú.
- A operação “Resgate a Vida BC” busca encaminhar essas pessoas para abrigos ou ao retorno à cidade de origem.
- O Ministério Público de Santa Catarina investiga possíveis violações de direitos humanos na ação.
- Especialistas alertam para os impactos da medida e questionam sua legalidade.