O youtuber Wilker Leão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), está no centro de uma nova polêmica após ameaçar estudantes da Universidade de Brasília (UnB). Ele e um grupo de extrema-direita planejam confrontar alunos classificados como “comunistas”, segundo conversas reveladas pelo portal Metrópoles.
Além das ameaças, Leão voltou a atacar a instituição e publicou nas redes sociais dados pessoais de estudantes. A UnB suspendeu atividades em alguns setores por segurança. A Reitoria já acionou a Polícia Federal e a PMDF para conter possíveis agressões no campus.

Grupo se organiza para atacar estudantes
Mensagens trocadas em aplicativos mostram integrantes combinando agressões físicas. “Nossa intenção não é ‘recuperar’ a UnB, e sim trocar porrada com os vermes”, escreveu um dos envolvidos.
O alvo do grupo seriam alunos que o classificam como extremista. Contudo, não há nomes definidos. O próprio Wilker Leão disse em vídeo que reuniria mais de 100 pessoas para o ato. “Se baixarmos a cabeça, eles se sentem mais fortes”, afirmou.
Ações da UnB diante das ameaças
Diante do clima de insegurança, o Instituto de Letras (IL) encerrou atividades após as 12h30. O Diretório Acadêmico de Comunicação (Dacom) também decidiu fechar. A Faculdade de Comunicação (FAC), por outro lado, manteve as aulas.
Uma fonte da universidade revelou que a segurança no campus foi reforçada. “A universidade está informada sobre o ataque”, disse.
Leão volta a ameaçar nas redes sociais
Após nova suspensão, Leão reagiu com mensagens provocativas. “Continuarei a estar em sala de aula, sim. Quero ver o que você e sua gentalha vão fazer”, publicou no X (antigo Twitter).
O youtuber também expôs oito estudantes da UnB, com fotos e redes sociais. Pediu que seguidores enviassem informações pessoais para processá-los. “Tudo que você conseguir desse cara… eu o processarei criminalmente e preciso da sua ajuda”, disse no vídeo.
Reitoria age com apoio da PF e PMDF
A Reitoria da UnB confirmou que adotou medidas de segurança, incluindo reforço patrimonial e cooperação com a Polícia Federal e a Polícia Militar do DF.
As ações buscam proteger alunos, professores e o patrimônio público, especialmente após o aumento de ameaças.
Deputado denuncia caso à Polícia Civil
O deputado Gabriel Magno (PT) apresentou denúncia à Polícia Civil do DF e à própria UnB. Ele pede investigação sobre as ameaças e exposição de dados.
“Esse cidadão já foi suspenso mais de uma vez pela UnB por gravar, sem autorização, professores e alunos durante as aulas”, afirmou no documento.
Histórico de polêmicas de Wilker Leão
A trajetória de Leão na UnB começou a gerar conflitos em agosto de 2024, após a denúncia de uma professora por gravações indevidas.
Ele acumula suspensões e acusações, incluindo a divulgação de informações pessoais de colegas. Em dezembro, a reitora Rozana Naves o suspendeu por 60 dias. Em março, veio nova suspensão.
O MEC reforça que cabe à universidade definir punições em casos como esse. A UnB reafirma que gravar e divulgar conteúdos sem autorização do professor é proibido.
Leão ganhou fama após confronto com Bolsonaro
Wilker Leão se tornou conhecido em 2022, após chamar Jair Bolsonaro de “Tchutchuca do centrão”, em referência à relação do ex-presidente com Arthur Lira. Desde então, passou a ser figura influente em grupos da extrema-direita online.
Entenda o caso: ataques à UnB por grupos extremistas
Confira os principais pontos da escalada de tensão na Universidade de Brasília:
- Grupo de extrema-direita ameaça agredir estudantes na UnB.
- Wilker Leão, ligado ao MBL, lidera os ataques.
- A UnB suspendeu parte das atividades nesta sexta-feira.
- Oito alunos tiveram dados pessoais expostos em vídeo.
- Reitoria acionou PF e PMDF para reforço de segurança.
- Deputado Gabriel Magno (PT) denunciou o caso à polícia.
- Leão tem histórico de suspensões e intimidações na universidade.