Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin votou pela condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Com isso, o placar no julgamento chega a 5 a 0 contra a parlamentar, faltando apenas um voto para a maioria ser formada.
O julgamento, iniciado na última sexta-feira (21), foi suspenso após um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, o que adiou a decisão final. No entanto, Zanin antecipou seu voto, alinhando-se ao relator do caso, Gilmar Mendes, que também defendeu a perda do mandato da deputada.
Julgamento segue sem data para conclusão
O caso está em andamento no plenário virtual do STF e depende do retorno do processo por parte de Nunes Marques para ser retomado. Cármen Lúcia, Flávio Dino e Alexandre de Moraes também acompanharam o relator.
A previsão inicial era de que o julgamento fosse encerrado até sexta-feira (28), mas o pedido de vista pode postergar a decisão. Enquanto isso, a situação de Zambelli segue indefinida.
Relembre o caso
A deputada Carla Zambelli se tornou ré em agosto de 2024, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciá-la por uso indevido de arma de fogo. Os ministros aceitaram a acusação, formando um placar de 9 a 2 contra ela. Somente André Mendonça e Kassio Nunes Marques, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, divergiram.
O caso remonta a outubro de 2022, vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, quando Zambelli sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo após uma discussão em um bar de São Paulo. A defesa da deputada afirma que ela apenas reagiu a provocações, enquanto Araújo alega que foi intimidado e obrigado a se manter no local contra sua vontade.
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Entenda a situação de Carla Zambelli
- Denúncia da PGR: Zambelli foi acusada de usar arma de fogo fora dos limites de defesa pessoal.
- Julgamento no STF: Placar parcial de 5 a 0 pela condenação.
- Pedido de vista: Kassio Nunes Marques adiou a decisão.
- Possível perda de mandato: Gilmar Mendes defendeu a penalidade adicional.
- Defesa da deputada: Alega que reagiu a insultos.