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Ponte dos Espiões
Ponte dos Espiões

Quando surgiu a notícia de que Spielberg iria realizar um filme sobre espionagem, na Guerra Fria, com Tom Hanks, fiquei bastante animado, afinal faz tempo que não surge um bom filme, baseado em fatos reais, de espionagem. Ponte dos Espiões não decepcionou.

Em plena Guerra Fria, o advogado especializado em seguros James Donovan (Tom Hanks) aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos. Mesmo sem ter experiência nesta área legal, Donovan torna-se uma peça central das negociações entre os Estados Unidos e a União Soviética ao ser enviado a Berlim para negociar a troca de Abel por um prisioneiro americano, capturado pelos inimigos.

Depois de trabalhos que agradaram mais a votantes de premiações do que ao público e à crítica, como Cavalo de Guerra e Lincoln, eis que surge um filme menos exagerado e mais tragável. Mesmo com o ritmo bastante didático, o filme consegue prender a atenção do espectador graças à tensão causada pela trama.

Ponte dos Espiões
Ponte dos Espiões

Importante destacar o bom trabalho de Hanks, mas quem brilha é o veterano ator Mark Rylance no papel de Rudolf Abel, o suspeito soviético de espionagem. Não é à toa que recebe uma indicação ao Globo de Ouro.

O que me incomoda um pouco é a propaganda americana, mas que é bastante comum nesse tipo de filme. Está na cara que tenta-se vender a imagem de que o americano é um ser humanizado, que não se importa com as diferenças, que se sensibiliza até com o inimigo… Mas não estraga o filme. Até lembra que ainda estamos falando de Hollywood.

Para quem gosta de tensão, intriga, suspense, planos, tramoias, reviravoltas, Ponte dos Espiões é um prato cheio. É um dos melhores filmes do ano, mas não sei se conquistarão os votantes da Academia, já que não é um dramalhão quase mexicano (como Cavalo de Guerra), nem um filme gelado e sem força (como Lincoln).
Até a próxima!

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