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O povo pelo povo, por um Brasil livre da fome. Na noite fria desta quinta-feira, em São Paulo, foi inaugurado o Marmitaço da Campanha “Gente é pra Brilhar, Não pra Morrer de Fome”, organizado em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

A iniciativa, que conta com o suporte de 25 cozinhas comunitárias, é mais um exemplo de como a solidariedade popular se tornou peça chave para o enfrentamento à pandemia no Brasil. Até o dia 2 agosto, serão 8 mil marmitas distribuídas a comunidades e famílias em situação de vulnerabilidade social. 

“Hoje nós estamos aqui para nos solidarizar com esses companheiros e essas companheiras. E dizer que só a solidariedade vai poder abrir o caminho para a gente poder mudar essa situação”, conta David Zamory, da Direção Estadual do MST/SP.

A ação de ontem foi voltada para pessoas que vivem em situação de rua, na maior cidade do país, e contou com o apoio de integrantes da Rede Rua. A entrega das 100 marmitas, e também de agasalhos, teve como palco o Armazém do Campo – espaço do MST para a comercialização de produtos da Reforma Agrária em São Paulo.

“O nosso desafio nesse tempo de frio é dar conta da demanda que está muito crescente. A gente tem enfrentado diariamente o aumento da população em situação de rua, e o aumento das demandas pessoais de cada pessoa. É o agasalho, a alimentação, documentos”, explica Andreza do Carmo, coordenadora de projetos da Rede Rua.

O frio na capital paulista chega em um contexto onde quase 120 milhões de brasileiros permanecem sem comida suficiente para enfrentar a crise econômica e sanitária. 

São quase 20 milhões de pessoas em situação de fome. Metade da população brasileira em insegurança alimentar. E a população que mais sofre com isso é a população em situação de rua, que não tem condição de ter um trabalho, para poder ter uma moradia, e sofre todos os dias com a violência perpetuada, principalmente, pelo Estado”, pontua Zamory, do MST.

Além de lutar contra a fome e os efeitos do inverno, a iniciativa marca as comemorações pelos cinco anos do Armazém do Campo, em São Paulo. Hoje, a rede é referência no fornecimento de comida saudável aos grandes centros urbanos.

Todas as 28 lojas, em treze estados, recebem alimentos vindos diretamente de assentamentos e acampamentos do MST.

“Força e luta. E esperamos que a quentinha ajude a salvar vidas que este governo genocida tem tirado. Já são mais de 500 mil mortes. Então é isso que a gente quer fazer. E convidar para quem ainda não conhece, vir conhecer a nossa loja, e as outras lojas para quem não é de São Paulo”, finaliza Ademar Ludwing, coordenador nacional da rede de Armazéns do Campo. 

*com informações de Alessandra Monterastelli e Manuela Hernández

Edição: Isa Chedid


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