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O Estado do Rio de Janeiro aparece com 15 cidades na lista dos 50 municípios brasileiros onde as polícias Civil e Militar mais mataram no ano de 2020. A capital fluminense é a primeira entre todas as cidades do Brasil, com 415 vítimas no ano passado.

Os dados são das secretarias estaduais de segurança pública e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram compilados e divulgados nesta quinta-feira (15) no dossiê Anuário 2021 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

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Na sequência das 50 cidades com maior letalidade policial, São Paulo, com 390 mortes, e Salvador, na Bahia, com 381 mortes, ocupam o 2º e o 3º lugar do ranking nacional. Outras capitais na lista são Goiânia (135 mortes), Curitiba (104), Macapá (80), Manaus (78), Belém (71), Fortaleza (57) e Natal (50).

Baixada Fluminense

A Baixada Fluminense, uma das regiões mais violentas do Brasil, aparece com alguns municípios entre os primeiros da lista do anuário. São Gonçalo (199 mortes de autoria  de policiais), Duque de Caxias (83), Belford Roxo (71) e Nova Iguaçu (72) estão entre eles.

Ainda no estado do Rio, a lista das 50 cidades brasileiras tem Niterói (48 mortes), Angra dos Reis (40), Itaguaí (33), Mesquita (29), Japeri (26), Queimados (26), Cabo Frio (21), Magé (18) e Itaboraí (17).

O mapeamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta cidades da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana do Rio com as maiores taxas por 100 mil habitantes entre os 50 municípios de maior letalidade policial do Brasil. São elas: Japeri, com 24,6 mortes por 100 mil hab, Itaguaí (24,5) e São Gonçalo (18,2). Angra dos Reis, no Sul Fluminense, tem 19,3 por 100 mil habitantes.

Nacional

Segundo o Fórum, o estado do Rio se destaca com 15 municípios na lista, São Paulo e Bahia possuem 7 municípios cada, Pará tem 5 municípios, Paraná vem em seguida, com 4, Sergipe possui 2 e temos outras 10 unidades federativas com 1 município na lista.

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O dossiê não informa, contudo, o  detalhamento do número de mortes decorrentes de intervenções policiais por município de estados que enviaram informações apenas das capitais, como é o caso de Goiás e Ceará.

ADPF das Favelas

Em 2020 o país atingiu o maior número de mortes em decorrência de intervenções policiais (MDIP) desde que o indicador passou a ser monitorado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com 6.416 mortos por intervenções de policiais civis e militares da ativa, em serviço ou fora, as polícias estaduais produziram, em média, 17,6 mortes por dia.

Desde 2013, primeiro ano da série monitorado pelo FBSP, o alta é da ordem de 190%. O Fórum destaca que “não deixa de chamar a atenção o crescimento das mortes por intervenções policiais em um ano marcado pela pandemia, pela reduzida circulação de pessoas, pela redução expressiva de todos os crimes contra o patrimônio”.

As mortes decorrentes de operação policial no Rio de Janeiro tiveram queda de 31,8% entre 2019 (1.814 operações em favelas) e 2020 (1.245 operações). Mas o Fórum chama a atenção para a persistência da taxa alta mesmo diante da proibição de incursões pela Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

Edição: Eduardo Miranda


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