Rio de Janeiro – A Polícia Civil deflagrou a Operação Purificação para investigar um suposto esquema de falsidade ideológica, abuso de poder e desvio de bens na liderança da igreja Projeto IDE (PROIDE), em Cabo Frio. As apurações apontam que o ex-pastor Samuel Bello e sua advogada Joice Alves Nunes teriam manipulado assembleias para assumir o controle da instituição e desviado patrimônio.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão em bens, a retenção de passaportes dos investigados e a quebra de sigilo telefônico. Além disso, ambos estão proibidos de administrar a igreja ou se aproximar de seus bens.
Fraude e desvio de patrimônio
A investigação aponta que Samuel Bello fraudou reuniões para assumir a presidência da PROIDE e, em seguida, teria usado o cargo para se beneficiar financeiramente. Entre os bens supostamente desviados estão imóveis, embarcações e itens de luxo.
A igreja, fundada em 1997, teve forte atuação social e chegou a administrar escolas e unidades religiosas em outros estados. Contudo, relatos de abuso psicológico e controle excessivo sobre fiéis levaram ao encerramento das atividades em 2022.
Afastamento da liderança e futuro da igreja
Diante das denúncias, a Justiça afastou Bello e Nunes da administração e ordenou a realização de uma nova assembleia em 10 dias para eleger uma nova diretoria.
O advogado Jeferson Brandão, que acompanha o caso, defendeu a reestruturação da igreja: “A arrogância, tirania e abusos destruíram todo o trabalho. Apoio a retomada da instituição com nova liderança. Caso contrário, a liquidação e leilão dos bens seriam o único caminho”.
Até o momento, Samuel Bello não se manifestou sobre as acusações.
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Entenda o caso: Operação Purificação e os desvios na PROIDE
- Operação Policial: A Polícia Civil investiga crimes de falsidade ideológica, abuso de poder e desvio de bens na igreja PROIDE.
- Principais investigados: Ex-pastor Samuel Bello e advogada Joice Alves Nunes.
- Patrimônio desviado: Imóveis, embarcações e artigos de luxo.
- Ações judiciais: Bloqueio de bens, retenção de passaportes e afastamento da liderança.
- Futuro da igreja: Justiça determinou a eleição de nova diretoria em 10 dias.