28 C
Rio de Janeiro
quinta-feira, fevereiro 27, 2025
InícioRio de JaneiroProjeto de lei propõe normas de combate ao assédio contra mulheres em instituições de segurança pública

Projeto de lei propõe normas de combate ao assédio contra mulheres em instituições de segurança pública

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta quarta-feira (13/10), o Projeto de Lei 3.410/20, de autoria do deputado Renato Zaca (PTB), que cria mecanismos para prevenir e coibir o assédio sexual e o assédio moral contra mulher, dentro das instituições de Segurança Pública do Estado do Rio. O texto ainda precisa ser votado em segunda discussão pela Casa.

Segundo a proposta, as instituições de segurança pública deverão adotar, como política institucional, medidas para prevenir, punir e erradicar o assédio, tendo diretrizes como: a promoção de estudos, pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes relacionadas ao assédio nas instituições para a sistematização de dados e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas; a adoção de ouvidorias pelas instituições para o atendimento das mulheres vítimas de violência sexual e moral; a realização de campanhas educativas de prevenção da violência contra a mulher, inclusive com o incentivo à denúncia e a inclusão automática dos autores de assédio sexual em programa de reeducação.

Ainda de acordo com a norma, a assistência à mulher em situação de violência será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema de Saúde da Segurança Pública. A mulher vítima de assédio não será removida de seu setor de locação, salvo se solicitar expressamente à autoridade superior. Já o servidor denunciado, deverá ser alocado para desempenhar funções em outro setor. Além disso, a vítima deverá ter seu processo tramitando em sigilo e ser informada de todas as movimentações pela instituição.

O Ministério Público deverá fiscalizar o assédio nas instituições estaduais de Segurança Pública de forma presencial e eletrônica. A corregedoria ou a ouvidoria de cada instituição de Segurança Pública realizará, anualmente, pesquisas e estudos para sistematização dos dados destes casos.

“Uma pesquisa realizada, em 2020, pelos juízes e professores Rodrigo Foureaux e Mariana Aquino acerca do assédio sexual nas instituições de Segurança Pública, apontou que de 1.897 de diversas instituições de segurança pública do Brasil, 74% sofrem esse tipo de violência. A partir do momento em que as instituições têm ciência que esta prática possui números alarmantes e nada é feito para prevenir, coibir e erradicar essa prática, torna-se um problema institucional e não isolado”, justificou o autor

Relacionadas

Confira outros assuntos:

Mais Lidas

Parimatch Cassino online