O estado do Rio de Janeiro divulgou recentemente que conseguiu reduzir em 18% a taxa de mortalidade materna, um avanço significativo para a saúde pública do estado. A boa notícia reflete o trabalho intenso de diversas áreas da saúde, com destaque especial para os profissionais de enfermagem. Eles têm desempenhado um papel essencial no acompanhamento, cuidado e orientação das gestantes, sendo muitas vezes a linha de frente no atendimento a mulheres em situação de risco.
A redução da mortalidade materna é um indicador crucial para medir a qualidade do sistema de saúde, e, segundo especialistas, este progresso está diretamente relacionado à melhoria na capacitação e na atuação de profissionais como enfermeiros, que são fundamentais no processo de cuidado contínuo das gestantes. O enfermeiro é responsável por diversas etapas do acompanhamento, como a realização de triagens, orientação pré-natal e o monitoramento de sinais vitais durante a gestação e o parto.
A deputada estadual do PCdoB, Lilian Behring, que também é enfermeira e uma das maiores defensoras das causas de saúde da mulher no Rio, celebrou os resultados da redução da mortalidade materna, mas também fez questão de destacar a importância da educação e da capacitação profissional para que esse número continue a diminuir.
“Esses números são muito importantes, mas não podemos parar por aqui. A formação dos nossos enfermeiros e enfermeiras é essencial para garantir um atendimento cada vez mais qualificado. Recentemente, protocolei o Projeto de Lei nº 5004/2025, que tem como objetivo capacitar enfermeiros para a inserção do DIU, o dispositivo intrauterino. Esse projeto vai permitir que esses profissionais possam fornecer um serviço de contracepção mais seguro e acessível, além de ser uma forma de prevenção para várias complicações obstétricas”, explicou Lilian Behring.
O DIU é uma das formas mais seguras e duradouras de controle da natalidade, e ao possibilitar que enfermeiros realizem essa inserção, o projeto contribui para a redução de gestações indesejadas, o que consequentemente impacta na diminuição de riscos durante a gestação e o parto. Além disso, a inserção de profissionais de enfermagem como agentes facilitadores no processo contraceptivo traz um benefício direto ao Sistema Único de Saúde (SUS), ao diminuir a sobrecarga de médicos e garantir que a inserção do dispositivo seja realizada de maneira mais acessível e com qualidade, diretamente nas unidades de saúde.
Para a deputada, as políticas de saúde da mulher precisam caminhar lado a lado com o fortalecimento da educação profissional e o estímulo à atuação das enfermeiras e enfermeiros.
“Investir na capacitação desses profissionais é investir na vida das mulheres. O enfermeiro não apenas executa uma técnica, ele orienta, acolhe e cuida. Eles são fundamentais para a implementação de políticas de saúde mais eficientes e humanizadas”, concluiu Behring.