Diário Carioca

A queda de ‘El Mencho’ e a ascensão do império corporativo do PCC

A morte do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) provoca um vácuo de poder no México e desloca o eixo do narcotráfico global para as corporações criminais sul-americanas.

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Enquanto o México enfrenta uma onda de "narcobloqueios" e o risco de fragmentação do CJNG, o Primeiro Comando da Capital (PCC) emerge como o grande beneficiário logístico, consolidando um modelo de governança criminal que supera a estrutura dos cartéis mexicanos.

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Diferente da estrutura vertical e militarizada do CJNG, que se torna vulnerável com a morte de seu ditador, o PCC opera sob uma lógica corporativa e descentralizada.

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A análise de Roberto Uchôa (Universidade de Coimbra) indica que o vácuo deixado no México permite ao PCC assumir o controle incontestável das rotas transatlânticas de cocaína rumo à Europa e África, provando que o modelo de "Sintonia" é mais resiliente a decapitações do que o exército paramilitar de Jalisco.

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