Líder religioso utiliza retórica de perseguição para mascarar a fragilidade jurídica e o temor diante das consequências legais de seus atos.
Ao classificar sua condição de réu no Supremo Tribunal Federal como "perseguição política", o pastor Silas Malafaia revela menos um martírio democrático e mais uma inabilidade crônica em lidar com os limites da lei.
O que se viu no Rio de Janeiro não foi a defesa da liberdade, mas o clássico movimento de quem, acostumado a ditar normas, vê-se submetido a elas.
Quando confrontado com a responsabilidade por seus ataques a generais — fatos devidamente documentados e que agora integram o processo judicial —, a resposta é um espetáculo retórico.