A deputada Benedita da Silva assumiu o posto de favorita na disputa pelo Senado Federal no Rio de Janeiro. Segundo dados divulgados pelo instituto Paraná Pesquisas, a parlamentar registra 34,2% das intenções de voto no cenário principal.
O levantamento é o primeiro a medir o impacto da desistência do governador Cláudio Castro na corrida eleitoral. A ausência de Castro no pleito reconfigurou o xadrez político fluminense, abrindo espaço para a consolidação de nomes da esquerda e do centro.
Na segunda posição, Marcelo Crivella aparece com 26% das preferências do eleitorado. Os demais postulantes às duas vagas destinadas ao estado permanecem com índices consideravelmente inferiores, indicando uma polarização concentrada na liderança.
A hegemonia de Paes na disputa estadual
Paralelamente à disputa legislativa, a corrida pelo governo fluminense apresenta um cenário de vantagem folgada para o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes. O político alcança 48,3% das intenções de voto.
A liderança de Paes reflete a força da máquina municipal e a capilaridade de suas políticas públicas na capital. O distanciamento em relação aos demais candidatos aponta para uma consolidação precoce de sua candidatura ao Palácio Guanabara.
A manutenção desses índices reforça a trajetória do prefeito rumo a uma gestão estadual. A capacidade de transferência de votos do capital político acumulado na prefeitura será o fator determinante na reta final desta campanha.
As contradições do cenário fluminense
A liderança de Benedita da Silva e a vantagem de Eduardo Paes indicam um redesenho do mapa de poder no estado. A desistência de Cláudio Castro deixou um vácuo de representação conservadora que não foi imediatamente preenchido por um único nome de peso.
A fragmentação da direita, sem o apoio institucional do Palácio Guanabara, enfraquece a capacidade de resistência eleitoral desse grupo. O eleitor fluminense parece buscar, neste momento, opções com histórico de maior estabilidade administrativa.
Resta observar se a trajetória de crescimento dos candidatos líderes se manterá diante da possível entrada de novos atores no debate. O desenrolar do pleito de 2026 testará, acima de tudo, a resiliência das coalizões que dão suporte aos atuais favoritos.







