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Renato Russo, gênio do rock nacional e antifascista, faria 65 anos hoje

Músico poderia ter se dedicado ao cinema e à literatura, dizem pessoas próximas
27 de março de 2025
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Renato Russo - Foto: Reprodução
Renato Russo - Foto: Reprodução

Brasília – Se estivesse vivo, Renato Russo completaria hoje 65 anos. Considerado um dos maiores poetas do rock brasileiro, o cantor e compositor faleceu em 1996, aos 36 anos, vítima da aids. Seu legado segue vivo, e amigos e familiares refletem sobre como ele estaria e no que poderia ter se envolvido profissionalmente.

“Renato teria deixado a música”, diz irmã

Para Carmen Teresa, irmã do artista, é provável que ele não estivesse mais na música. Ela acredita que o desgaste do mercado fonográfico o teria afastado dos palcos. “Ele já vinha cansado desse sistema de contratos e turnês”, afirmou.

Exploração de novos horizontes

Marcelo Beré, amigo de longa data, aposta que Renato teria migrado para a literatura e o cinema. Segundo ele, o artista escrevia diariamente, por orientação terapêutica, e chegou a manifestar intenção de lançar um livro. “Ele poderia até estar na Academia Brasileira de Letras“, brincou.

Influência do cinema

O primeiro guitarrista da Legião Urbana, Eduardo Paraná (hoje conhecido como Kadu Lambach), compartilha da mesma opinião. Para ele, Renato estaria imerso no cinema e consumindo novas tecnologias. “Ele sempre acompanhou festivais e eventos cinematográficos”, disse.

O cineasta que nunca foi

Segundo Lambach, Renato se incomodava com a falta de opções culturais em Brasília. O envolvimento com cinema poderia ter sido uma saída natural. “Ele teria se tornado um roteirista brilhante, com histórias transformadas em grandes filmes”, acredita o músico.

Renato e a política

Para Marcelo Beré, Renato sempre teve um posicionamento antifascista e seria contra autoritarismos. “Ele defendia a democracia e a liberdade”, pontuou, lembrando um episódio em que o cantor foi agredido por skinheads fascistas em Brasília.

Pensamento crítico e humanismo

O professor Militão Ricardo, que conheceu Renato nos anos 1980, acredita que o cantor teria se mantido distante de extremismos. “Ele era um humanista e tinha um olhar profundo sobre a realidade”, destacou.


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O que Renato poderia ter feito?

Para amigos e familiares, algumas possibilidades para sua trajetória seriam:

  • Dedicação integral ao cinema e à literatura;
  • Atuação na mídia com artigos e ensaios;
  • Distanciamento da indústria fonográfica;
  • Posicionamento político forte contra autoritarismos.

O legado de Renato Russo

  • Influência no rock brasileiro: Um dos maiores letristas do país;
  • Cinema e literatura: Interesse por novas formas de arte;
  • Política e sociedade: Posicionamento claro contra autoritarismos;
  • Homenagens e impacto: Centros culturais e eventos mantêm sua memória viva.

Com informações da Agência Brasil

Vanessa Neves

Vanessa Neves é Jornalista, editora e analista de mídias sociais do Diário Carioca. Criadora de conteúdo, editora de imagens e editara de entretenimento do Diário Carioca

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