Santiago – Um apagão de grandes proporções atingiu o Chile nesta terça-feira (25), deixando 99% do país sem energia. O incidente afetou mais de 19 milhões de pessoas e comprometeu serviços essenciais, transportes e o setor comercial. Diante da situação crítica, o governo de Gabriel Boric decretou estado de exceção e impôs um toque de recolher noturno.

A falta de energia foi registrada às 15h16 (horário local) e afetou 14 das 16 regiões chilenas. A ministra do Interior, Carolina Tohá, explicou que o toque de recolher, vigente das 22h às 6h, busca evitar distúrbios enquanto a energia não é completamente restabelecida. “O estado de exceção por catástrofe foi decretado para prevenir riscos à ordem pública”, afirmou.
Caos nos transportes e impactos no dia a dia
O apagão gerou confusão no metrô de Santiago, deixando centenas de passageiros retidos. A paralisação também afetou ônibus e comércios, agravando os transtornos. Maria Angelica Roman, de 45 anos, contou que foi liberada mais cedo do trabalho, mas encontrou dificuldades para voltar para casa. “Ninguém sabe o que fazer”, disse.
As autoridades também relataram impactos em hospitais, redes de comunicação e no abastecimento de água em algumas regiões. O governo solicitou a ativação de geradores emergenciais para garantir o funcionamento de serviços essenciais.
Causas do apagão estão sob investigação
A Coordenadora Elétrica Nacional informou que a falha ocorreu por uma desconexão no sistema de transmissão de 500 kV no setor Norte Chico, na região central do país. A ministra Carolina Tohá descartou a hipótese de ataque cibernético, mas ressaltou que as investigações continuam.
Para enfrentar a crise, o governo criou o Comitê Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (Cogrid). A equipe atuará na coordenação de medidas emergenciais e na fiscalização da infraestrutura energética.