Brasília – O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou nesta terça-feira (1) que a oposição bolsonarista prioriza a anistia de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, enquanto o governo busca ampliar a isenção do Imposto de Renda para milhões de brasileiros. A declaração ocorreu em meio a manobras da oposição para obstruir votações no Congresso.
Em publicação na rede X (antigo Twitter), Randolfe comparou as agendas em disputa: “Enquanto a oposição quer anistia para quem tentou dar golpe de Estado e acabar com a nossa democracia, nós queremos anistia do imposto de renda para mais de 90 milhões de brasileiros.”
Oposição bloqueia votações para pressionar anistia
Parlamentares do PL e aliados adotaram estratégias de obstrução desde a semana passada. A tática inclui retirada de quórum e votos contrários em pautas do governo, com o objetivo de forçar a tramitação do projeto que perdoa crimes de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante os ataques aos Três Poderes.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), criticou a postura da extrema-direita: “A oposição coloca os interesses de Bolsonaro à frente dos do Brasil.”
Governo avança com ampliação da isenção do IR
Enquanto a oposição pressiona pela anistia, o governo segue com sua proposta de isentar do Imposto de Renda quem ganha até dois salários mínimos (atualmente R$ 2.824). O projeto já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e aguarda votação em plenário.
Randolfe reforçou ao Correio Braziliense que o Congresso precisa estar alinhado com pautas de justiça fiscal e não com quem “tentou subverter a ordem democrática”.
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Entenda o embate entre governo e oposição
- Anistia de golpistas: A oposição bolsonarista pressiona para votar o projeto que perdoa envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
- Obstrução no Congresso: Parlamentares do PL e aliados usam retirada de quórum e votos contrários para travar votações.
- Isenção do IR: Governo propõe ampliar a faixa de isenção para quem recebe até dois salários mínimos.
- Postura do governo: Randolfe Rodrigues e Gleisi Hoffmann criticam prioridade da extrema-direita.