Rio de Janeiro – A votação sobre a autorização de um empréstimo de R$ 6 bilhões, proposto pelo prefeito Eduardo Paes, mobiliza tanto a direita quanto a esquerda na Câmara Municipal do Rio. Bancadas de oposição, como PL e Psol, além do vereador Pedro Duarte (Novo), tentam barrar a aprovação da medida.
A sessão, marcada para esta quinta-feira (3), promete ser acirrada, já que Paes conta com apoio expressivo na casa. Enquanto governistas defendem o crédito como essencial para melhorias urbanas, críticos alegam falta de transparência e riscos fiscais.
Oposição questiona valores e transparência
O líder do PL, Rogério Amorim, suspeita que o valor elevado possa ser uma estratégia para negociar um montante menor. “Não duvido que ele queira, de fato, os R$ 6 bilhões“, disse o vereador.
A vereadora Thaís Ferreira (Psol) considera o crédito um “cheque em branco” e critica a falta de diálogo. “Na legislatura passada, foram aprovados R$ 5,2 bilhões ao longo de quatro anos. Agora, já querem R$ 6 bi, sem garantir que as regiões mais vulneráveis serão beneficiadas”, afirmou.
Bancada do PT deve apoiar governo
Ao contrário do embate entre PL e Psol, o PT sinaliza apoio ao projeto. O líder da legenda, Felipe Pires, é próximo ao prefeito e deve orientar voto favorável. No entanto, parlamentares petistas evitam a exposição nas redes sociais, focando-se em outros temas, como a gestão da Guarda Municipal.
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Entenda o caso: o que está em jogo na votação do empréstimo
- Valor: R$ 6 bilhões
- Objetivo: Investimento em infraestrutura no Rio de Janeiro
- Críticas:
- Falta de transparência no destino dos recursos
- Endividamento do município
- Priorização de regiões mais centrais
- Apoios:
- Bancada governista e parte do PT
- Resistência:
- PL, Psol e Pedro Duarte (Novo)