O Senado Federal realizará na segunda-feira sessão temática para debater o recorde de feminicídios no Brasil em 2025, quando foram registradas 1.470 mortes de mulheres por violência de gênero.
A sessão foi requerida pelo senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, e contará com representantes do Ministério das Mulheres, da Defensoria Pública da União e do Conselho Nacional de Justiça.
O número de 2025 representa aumento de 9% sobre 2024 e é o maior já registrado desde que o Brasil passou a contabilizar feminicídios como categoria específica em 2015.
— O Brasil tem assistido a um crescimento alarmante no número de feminicídios — declarou ele durante pronunciamento em Plenário na quarta-feira (18).
Para Paim, “discutir o feminicídio é, acima de tudo, um esforço educativo para que o respeito à vida das mulheres seja prioridade, pois [o feminicídio] é hoje um dos maiores problemas sociais no Brasil”.
Ele também cita a estimativa de que, do total de mulheres assassinadas nos últimos 10 anos (desde a aprovação da Lei do Feminicídio), cerca de 68% são mulheres negras.
Além disso, o senador destaca a importância de ações articuladas entre os órgãos do governo:
“Apesar de uma legislação robusta para coibir a violência de gênero, como a Lei Maria da Penha e a criminalização do feminicídio no Código Penal, a aplicação efetiva dessas normas e a redução no número de casos exige articulação entre órgãos estatais nas três esferas de poder”.
Convidados
Entre os convidados para o debate estão representantes das seguintes entidades:
- Ministério das Mulheres;
- Ministério Público;
- Defensoria Pública da União;
- Conselho Nacional de Justiça;
- Instituto da Mulher Negra Geledés;
- Fundação Friedrich Ebert no Brasil;
- Ministério da Justiça;
- Delegacia Especial de Atendimento a Mulher.








