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Diário Carioca

Centrão define preço para apoiar Lula ou Flávio em 2026

Centrão define preço para apoiar Lula ou Flávio em 2026
Lula - Foto: Ricardo Stuckert

O cenário que se desenha em março de 2026

Centrão define preço para apoiar Lula ou Flávio em 2026. As pesquisas mais recentes de AtlasIntel/Bloomberg (fevereiro 2026, 4.986 entrevistados), Datafolha, Quaest e Ipsos-Ipec convergem em um diagnóstico: o presidente Lula mantém vantagem estrutural, mas a direita encontrou em Flávio Bolsonaro um candidato que cresce — e em Tarcísio de Freitas, um reserva que empata no segundo turno.

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Os dados que definem a corrida

Lula oscila entre 38% e 48% nas simulações de primeiro turno, dependendo dos adversários testados. Flávio Bolsonaro cresceu de 25% para 35% em três meses, absorvendo votos de Michelle e Eduardo. Tarcísio de Freitas mantém-se estável em 28-32%, com a menor rejeição entre todos os candidatos (11% segundo Ipsos-Ipec). O dado mais relevante não é quem lidera, mas quem é mais rejeitado: Lula tem 44% de rejeição, Flávio 35%. A eleição será decidida pelo eleitor que rejeita ambos.

O peso da economia no voto

A aprovação do governo Lula está diretamente atrelada ao poder de compra. Com Selic a 14,25%, inflação de alimentos pressionando a cesta básica e dólar oscilando em torno de R$ 5,90, o custo de vida é o tema que mais afeta a percepção do eleitorado. A Quaest registra que 62% dos brasileiros querem mudança de governo — mesmo que nem todos saibam para quem. O governo aposta que a isenção do IR para rendas até R$ 5 mil, embora só entre em vigor em 2027, será argumento de campanha.

Alianças e palanques

Lula articula aliança com PSD, MDB e federação PT-PCdoB-PV como base de sustentação. Eduardo Paes, agora pré-candidato ao governo do Rio com apoio de Lula, fortalece o palanque no segundo maior colégio eleitoral do país. Do lado oposto, Flávio Bolsonaro precisa do PL unido — mas a tensão com Tarcísio e a disputa interna entre alas bolsonaristas e pragmáticas ameaça a coesão.

O que esperar nos próximos meses

As pesquisas de março e abril serão as primeiras a medir o impacto da decisão da Suprema Corte americana sobre as tarifas, da renúncia de Paes à prefeitura e da consolidação de Flávio como candidato.

Se Lula conseguir associar a queda das tarifas à sua diplomacia, ganha narrativa. Se a inflação de alimentos persistir, perde terreno.

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A eleição de outubro começa a ser decidida agora — nas prateleiras do supermercado, não nas pesquisas.

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