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Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês, aos 91 anos

Símbolo de liberdade, magnetismo e ruptura de costumes, atriz construiu carreira histórica e dedicou os últimos anos à defesa dos animais
Brigitte Bardot morreu neste domingo aos 91 anos Crédito: Reprodução/Instagram/@brigittebardotpage
Brigitte Bardot morreu neste domingo aos 91 anos Crédito: Reprodução/Instagram/@brigittebardotpage
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

A atriz francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos. A confirmação foi feita por sua fundação voltada à proteção animal. A causa da morte não foi divulgada.

A artista havia sido internada nos meses de outubro e novembro em Toulon, no sul da França, para procedimentos médicos. Na ocasião, tranquilizou fãs ao afirmar que se recuperava bem.

Um fenômeno global do cinema

Bardot tornou-se mundialmente famosa nas décadas de 1950 e 1960, destacando-se por atuações marcadas por espírito livre e forte magnetismo nas telas. Entre seus filmes mais emblemáticos estão “…E Deus Criou a Mulher” (1956), “O Desprezo” (1963) e “Viva Maria!” (1965).

Além do cinema, construiu carreira como cantora, lançando diversos discos ao longo dos anos 1960, o que ampliou ainda mais sua projeção internacional.

Ícone cultural e ruptura de padrões

Conhecida na França apenas pelas iniciais BB, Brigitte Bardot seduziu o público e desafiou padrões morais de sua época com uma imagem de sexualidade explícita e comportamento independente. Tornou-se um fenômeno de bilheteria nos Estados Unidos e ajudou a popularizar o cinema estrangeiro em um período de forte censura em Hollywood.

Antes mesmo de figuras como Madonna, Bardot viveu relacionamentos e escolhas pessoais sem concessões, tornando-se uma das primeiras celebridades verdadeiramente modernas, em um contexto anterior às grandes transformações do movimento feminista.

Moda, música e influência duradoura

Mesmo minimizando suas próprias habilidades como atriz, sua presença carismática sustentou uma carreira de quase duas décadas, com mais de 40 filmes. Paralelamente, consolidou-se como referência estética, influenciando moda, comportamento e cultura pop.

Seus cabelos loiros platinados, o visual despojado e as roupas ajustadas tornaram-se marcas registradas. Atrizes como Jane Fonda e Julie Christie, além de modelos como Kate Moss e Claudia Schiffer, assumiram publicamente a inspiração em seu estilo.

Do cinema ao ativismo animal

Após se afastar definitivamente do cinema em 1973, aos 39 anos, Bardot fixou residência em Saint-Tropez, na Riviera Francesa, e passou a dedicar sua vida à defesa dos animais.

Em 1987, durante um leilão de objetos pessoais para arrecadar recursos, afirmou que deixava para trás a carreira artística para concentrar energia e experiência na causa animal, compromisso que manteve até o fim da vida.

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