Milhares de manifestantes tomaram as ruas dos Estados Unidos e de cidades da Europa neste sábado (5) em protestos contra as políticas do presidente Donald Trump. Os atos, organizados por mais de 50 grupos progressistas, criticam propostas de cortes sociais, retrocessos ambientais e medidas autoritárias.
Em Washington, mais de 5 mil pessoas se reuniram no National Mall, próximo à Casa Branca, carregando faixas com frases como “Não é meu presidente” e “TIRE SUAS MÃOS“. A mobilização, considerada a maior desde o retorno de Trump ao poder em janeiro, foi batizada de “Tire Suas Mãos”.
Mobilização cresce em todo o país
O movimento reuniu organizações como MoveOn e Women’s March, e contou com protestos em mais de mil cidades americanas. Manifestantes se posicionaram contra possíveis cortes em programas como a Seguridade Social e demonstraram preocupação com a erosão de direitos civis.
Além disso, eles criticaram o impacto das medidas do governo sobre o meio ambiente e alertaram para uma suposta aliança entre o governo e grandes empresários como Elon Musk.
“Despertaram um gigante”
Entre os participantes estavam figuras políticas e ativistas veteranos. O congressista Jamie Raskin compareceu ao ato em Washington. O reverendo Graylan Hagler, de 71 anos, afirmou:
“Despertaram um gigante adormecido, e ainda não viram nada. Não vamos nos calar, não vamos nos sentar e não vamos embora.”
Vozes nas ruas
Cidadãos comuns também expressaram indignação. A corretora de imóveis Jane Ellen Saums, de 66 anos, criticou a postura do governo:
“Estou aterrorizada. Tudo está sendo atropelado, do meio ambiente aos direitos individuais.”
Segundo ela, a administração Trump estaria desmontando a estrutura federal com o apoio de empresários bilionários.
Atos chegam à Europa
Capitais como Paris, Roma e Londres também registraram manifestações neste sábado. Os protestos fora dos EUA ocorreram em solidariedade aos americanos e como reação ao avanço do trumpismo em nível global.
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Por que milhares foram às ruas:
- Críticas a cortes em programas sociais, como a Seguridade Social
- Denúncia de medidas autoritárias e repressivas
- Rejeição à aliança entre governo e bilionários como Elon Musk
- Defesa do meio ambiente e de direitos civis
- Mobilização nacional organizada por mais de 50 grupos
- Atos em mais de mil cidades dos EUA e também na Europa