Deputada Natália Bonavides aciona MP contra Clube Militar

Parlamentar denuncia apologia ao golpe de 1964 em evento no Rio
5 de abril de 2025
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A parlamentar Natália Bonavides. Foto: Divulgação
A parlamentar Natália Bonavides. Foto: Divulgação

Rio de Janeiro A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) apresentou representações no Ministério Público Federal (MPF) e no Ministério Público Militar (MPM) contra o Clube Militar. A ação questiona um evento que celebrou o golpe militar de 1964, ocorrido na semana passada, no Rio de Janeiro.

O evento foi promovido pelo Clube Militar, com apoio do Clube Naval e do Clube da Aeronáutica, como uma comemoração dos 61 anos do regime militar. A organização chamou o golpe de “movimento democrático de 31 de março de 1964” e cobrou R$ 100 pela entrada.

Evento militar motivou ação no Ministério Público

A deputada considerou o almoço uma forma de celebrar um episódio que gerou assassinatos, censura e desaparecimentos. Ela afirmou que esse tipo de ação reforça uma tentativa de normalizar intervenções militares na política brasileira. Segundo Bonavides, a realização da cerimônia representa uma ameaça à democracia, especialmente após os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.


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Clube é acusado de violar leis e incitar animosidade

Nos documentos enviados ao MPF e ao MPM, Bonavides alega que o Clube pode ter cometido crimes como apologia ao golpe de Estado, incitação ao crime e estímulo à animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes da República. A parlamentar também destaca que o Clube Militar, mesmo sendo uma entidade privada e sem fins lucrativos, é formado por membros das Forças Armadas e, por isso, deve seguir os limites legais que proíbem manifestações políticas por parte de militares da ativa ou da reserva.

Segundo a deputada, o Clube tem sido usado como plataforma para legitimar discursos golpistas. Até o momento, o Clube Militar não respondeu aos questionamentos da imprensa.

STF tornou réus aliados de Bolsonaro em março

A denúncia acontece no mesmo período em que o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e diversos ex-ministros militares. Os investigados incluem Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Eles são alvos das investigações sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Entenda – Denúncia contra o Clube Militar por apologia ao golpe de 1964

  • O Clube Militar realizou um evento para comemorar o golpe de 1964
  • O evento contou com o apoio do Clube Naval e do Clube da Aeronáutica
  • A deputada Natália Bonavides acionou o MPF e o MPM contra a cerimônia
  • A denúncia cita crimes como apologia ao golpe, incitação ao crime e animosidade institucional
  • A celebração acontece em meio a investigações do STF sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022

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