Lula responde a tarifas de Trump e promete medidas

Brasil prepara reação a aumento de tarifas anunciado pelos EUA
3 de abril de 2025
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Lula durante o evento “Brasil Dando a Volta por Cima”. Foto: reprodução
Lula durante o evento “Brasil Dando a Volta por Cima”. Foto: reprodução

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, afirmando que o Brasil “respeita todos os países, mas exige reciprocidade”. O pronunciamento ocorreu nesta quinta-feira (3) durante o evento “Brasil Dando a Volta por Cima”. O petista classificou o protecionismo como uma política ultrapassada e garantiu que o governo adotará “todas as medidas cabíveis” para proteger os interesses comerciais do país.

Trump aumenta tarifas sobre produtos brasileiros

Na quarta-feira (2), o presidente Donald Trump anunciou um tarifaço de 10% sobre produtos brasileiros como parte de seu plano de “reciprocidade tarifária”. Essa decisão afeta diretamente as exportações do Brasil, que já estavam sujeitas a uma taxa de 25% sobre aço e alumínio desde 12 de março.

Trump justificou a medida afirmando que os EUA apenas estão cobrando “metade daquilo que os outros países cobram”. O Brasil entrou na lista de 25 nações afetadas, ao lado de China e União Europeia, que sofreram aumentos tarifários ainda mais altos.

Brasil promete resposta dentro das regras da OMC

Lula garantiu que a reação brasileira seguirá os protocolos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Lei da Reciprocidade, aprovada recentemente pelo Congresso Nacional. Durante seu discurso, ele destacou: “O Brasil não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a verde e amarela”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O petista também reforçou a necessidade de um comércio multilateral justo, criticando a postura protecionista adotada pelos EUA. Dias antes do anúncio de Trump, durante visita ao Vietnã, Lula havia declarado estar disposto a negociar para evitar medidas prejudiciais às relações bilaterais.

Trump endurece relação com países exportadores

Em um evento na Casa Branca, chamado por ele de “Dia da Libertação”, Trump divulgou uma lista de países afetados pelo tarifaço. A China foi a mais impactada, com um aumento de 34%, enquanto a União Europeia sofreu um acréscimo de 20%. Já Brasil, Chile e Austrália foram taxados em 10%.

Trump afirmou que “as tarifas não serão completamente recíprocas”, mas que os EUA não continuarão a permitir que outros países “se aproveitem da economia americana”.


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Entenda o caso: tarifas de Trump contra o Brasil

  • O que aconteceu? Donald Trump anunciou um aumento de 10% sobre produtos brasileiros, justificando com a política de “reciprocidade tarifária”.
  • Quais produtos serão afetados? Exportações brasileiras, incluindo aço e alumínio, que já tinham tarifas de 25%.
  • Qual a resposta do Brasil? O governo Lula afirmou que tomaria medidas dentro das regras da OMC e da Lei da Reciprocidade.
  • Outros países afetados? A China recebeu o maior impacto, com aumento tarifário de 34%, enquanto a União Europeia foi taxada em 20%.
  • Posicionamento de Trump? O presidente americano defendeu que as tarifas apenas equilibram as condições comerciais.

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