O que está acontecendo nas praias do Rio é a privatização silenciosa de um espaço que é público.
Quiosques avançam sobre a areia com “puxadinhos”, decks e estruturas improvisadas como se a praia tivesse dono, e pior, cobram consumação mínima ou até entrada para ocupar um pedaço que pertence a todos.
Perspectivas Editoriais
Da Zona Sudoeste à Zona Sul, especialmente em Copacabana, o cenário se repete, a faixa de areia vai encolhendo enquanto o lucro privado cresce.
O banho de sol vira privilégio de quem pode pagar, e a praia, que sempre foi um dos últimos espaços realmente democráticos da cidade, passa a ser tratada como extensão de negócio.
Não se trata de ser contra o comércio, mas de respeitar limites legais e o interesse coletivo.
A areia é bem público, não salão VIP. Quando quiosques avançam além da calçada, impõem regras próprias e constrangem banhistas, há abuso claro, e omissão do poder público.
A pergunta é simples, onde está a fiscalização da Prefeitura do Rio de Janeiro?
Porque autorização para vender não é autorização para ocupar, cercar e cobrar pelo que é de todos.
Se nada for feito, o Rio corre o risco de transformar suas praias em áreas segmentadas por renda, com cordas invisíveis separando quem pode pagar de quem só quer estender a canga.
E isso não é modernização, é exclusão.
Praia não é camarote. Praia é do povo.
E ai, Eduardo Paes?





