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Vitória Vascão

Vasco vence o Maricá em noite de golaços, expulsão infantil e o novo uniforme da Nike

O Cruz-Maltino estreia no Cariocão com 4 a 2 em São Januário; Rayan brilha sob olhares da Premier League e Coutinho faz pintura, enquanto Piton testa o coração da torcida com cartão vermelho precoce.

16 de janeiro de 2026

Fernando Diniz, o filósofo do risco calculado, resolveu dar ao torcedor vascaíno o cardápio completo logo na primeira rodada. Em uma estreia que tinha tudo para ser um passeio bucólico, o Vasco superou o ímpeto do Maricá e a própria instabilidade defensiva para somar os primeiros três pontos. Com o time principal em campo — herança do vice-campeonato da Copa do Brasil de 2025 —, o Gigante da Colina desfilou seu novo manto da Nike e mostrou que o talento ofensivo sobra, embora o sistema defensivo ainda flerte com o perigo em saídas de bola que desafiam a física.

A estrela da noite foi Rayan. O jovem atacante, que já sente o hálito financeiro do Bournemouth (Premier League) em sua nuca com uma proposta de 35 milhões de euros, não se intimidou. Abriu o placar no rebote e marcou o terceiro em um contra-ataque avassalador, driblando o goleiro com a frieza de um veterano. Coutinho, por sua vez, provou que a classe é imune ao tempo: marcou um gol de manual, limpando a marcação e acertando o ângulo. Mas, como o Vasco sem drama é um corpo sem alma, Lucas Piton resolveu “animar” o jogo ao ser expulso aos 41 do primeiro tempo, após um erro banal na saída de bola que quase entregou o ouro ao Tsunami da Região dos Lagos.

O “Risco Diniz” vale a pena para um time que pretende reconquistar o Rio?

Será que a insistência em saídas de bola curtas, mesmo com um a menos, é ousadia ou teimosia? O Vasco viu o Maricá descontar duas vezes em falhas de posicionamento e na bola parada, expondo que a transição defensiva ainda é o calcanhar de Aquiles do projeto 2026. A vitória por 4 a 2 mascara um jogo que esteve nas mãos, mas que escapuliu por entre os dedos em diversos momentos de desconcentração. Se Rayan e Coutinho são a garantia de espetáculo, a zaga precisa entender que nem todo erro é perdoável, especialmente quando o rival não tem a grife de um time de Série A, mas tem a fome de quem quer fazer história em São Januário.


O Placar da Colina: Destaques e Vacilos em São Januário

ProtagonistaAção DecisivaNota do EditorStatus
RayanDois gols e transições rápidas.O “caixa” do Vasco vai agradecer ao Bournemouth.Em alta.
Philippe CoutinhoGolaço no ângulo e assistência.Joga de terno, mesmo no calor de janeiro.Maestro.
Carlos CuestaGol de zagueiro e segurança aérea.O xerife que a defesa precisa para não vazar.Sólido.
Lucas PitonExpulsão infantil aos 41/1T.Deixou o time na mão por excesso de confiança.Na berlinda.

A análise do Diário Carioca é cirúrgica: o Vasco venceu, mas não convenceu totalmente os céticos. O 4 a 2 é elástico, mas a vulnerabilidade exibida diante da pressão alta do Maricá é um sinal de alerta para os clássicos que virão. Diniz tem em mãos um elenco tecnicamente superior, mas que ainda se comporta como um laboratório de experiências arriscadas. Para o torcedor, fica o alento de ver Rayan em estado de graça e Coutinho desfilando inteligência, mas a pergunta persiste: até quando a “valentia” na saída de bola será a maior inimiga do próprio Vasco?

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