Corrupção & Investigação
Diário Carioca
Bolsonaristas em Pânico

Delação de Rodrigo Bacellar à PF mira rede de corrupção no Governo do Rio e Alerj

Ex-presidente da Assembleia do Rio firma acordo de colaboração premiada, detalha esquema de mesadas e promete ressarcimento milionário aos cofres públicos
DC

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), formalizou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal após dois meses de prisão. A delação promete desmantelar uma estrutura de pagamentos sistemáticos a parlamentares.

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O esquema, identificado como mesadas pagas à base de apoio conhecida como Tropa do Bacellar, visava garantir hegemonia política e controle sobre o fluxo de decisões legislativas dentro da Casa.

Os desdobramentos da colaboração

O teor da delação avança sobre a administração estadual sob o governo Cláudio Castro. Bacellar detalhou vínculos com o ex-secretário André Moura e apontou irregularidades em pastas estratégicas.

Os pontos centrais da investigação incluem:

  • O funcionamento financeiro da Tropa do Bacellar no Legislativo fluminense.
  • Possíveis desvios de recursos nas secretarias de Educação e Fazenda.
  • A mecânica de compra de apoio parlamentar através de verbas públicas.

A dimensão financeira do acordo é notável, com a estimativa de devolução de até R$ 300 milhões aos cofres públicos. Este montante representa uma fração da sangria dos recursos estaduais provocada pelo suposto esquema criminoso.

Estruturas de poder sob escrutínio

A colaboração de Bacellar coloca em xeque a estabilidade política do governo Castro e evidencia o uso da máquina pública como ferramenta de manutenção de poder. O controle das secretarias citadas servia como base para sustentar o esquema.

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As investigações da Polícia Federal agora se voltam para a validação dos fatos apresentados. A expectativa é que o caso gere um efeito cascata, expondo a fragilidade dos arranjos políticos que sustentam a governabilidade no estado do Rio de Janeiro.

O futuro das apurações dependerá da capacidade dos órgãos de controle em sustentar as provas contra os agentes públicos envolvidos. A sociedade fluminense observa a exposição das entranhas de um sistema que historicamente opera à margem da legalidade.

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