E o INSS?

Advogada alertou ex-ministro sobre fraudes no INSS e comprova omissão do governo Bolsonaro

Tonia Galleti relatou denúncias desde 2019 e encontrou resistência em autoridades do INSS e do CNPS durante gestão Bolsonaro
Tônia Andrea Inocentini Galleti, ex-integrante do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), depõe na CPMI do INSS. — Foto: Lula Marques/ Agência Braasil.
Tônia Andrea Inocentini Galleti, ex-integrante do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), depõe na CPMI do INSS. — Foto: Lula Marques/ Agência Braasil.
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

A advogada Tonia Galleti afirmou nesta segunda-feira (20), durante sessão da CPMI do INSS, que alertou diretamente o ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro, José Carlos Oliveira, sobre fraudes no sistema previdenciário, revelando omissão do governo diante das irregularidades.


Denúncias recorrentes enfrentam resistência

Desde 2019, Tonia vinha fazendo denúncias em reuniões no INSS e em órgãos ligados ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS). Ela destacou que suas tentativas de comunicar fraudes foram ignoradas e bloqueadas, mesmo diante de evidências crescentes do esquema ilícito.

Encontro com ex-ministro e falta de providências

O encontro com José Carlos Oliveira ocorreu entre 2021 e 2022, na época em que ele exercia cargos de direção no INSS. Segundo a advogada, mesmo após alertas diretos, não houve ações efetivas para coibir as fraudes que impactaram milhões de segurados.

Contexto das fraudes no INSS

A investigação parlamentar e da Polícia Federal aponta que o esquema de fraudes causou prejuízos bilionários ao INSS, envolvendo associações que operavam descontos irregulares em benefícios previdenciários. Entre os operadores está o bolsonarista Felipe Macedo Gomes, ligado a entidades que atuaram no confisco ilegal de recursos.

Impacto social e político

As denúncias reforçam a gravidade da omissão administrativa durante o governo Bolsonaro e indicam falhas estruturais na gestão do INSS, que contribuíram para a perpetuação das fraudes prejudicando segurados e favorecendo grupos ilícitos.


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