Estão de mal

Hugo Motta rompe com Sóstenes por WhatsApp: “Não conte mais comigo para nada”

Presidente da Câmara Hugo Motta rompeu com Sóstenes Cavalcante na madrugada, após discussão tensa sobre o Projeto de Lei Antifacção, que também causou atrito com o líder do PT, Lindbergh Farias.
Hugo Motta e Sóstenes Cavalcante - Bruno Spada/Câmara
Hugo Motta e Sóstenes Cavalcante - Bruno Spada/Câmara
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rompeu relações com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), enviando uma mensagem de WhatsApp na madrugada da semana passada que dizia: “Não conte mais comigo para nada”.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Sóstenes, por sua vez, respondeu que, por respeito à amizade, preferia não comentar o assunto. Desde o ocorrido, os dois estão sem contato.


🏛️ Conflitos Centrados no PL Antifacção

Este é o segundo rompimento de Motta com importantes lideranças partidárias em poucos dias, sendo o estopim de ambos os conflitos o debate em torno do Projeto de Lei Antifacção, aprovado na semana passada.

  • Rompimento com o PT: Na segunda-feira (24), Motta havia declarado que não tinha mais “interesse em nenhum tipo de relação com o deputado Lindbergh Farias“, líder do PT. Lindbergh havia contestado a escolha de Guilherme Derrite como relator do texto.
  • A Disputa com o PL: O conflito com Sóstenes girou em torno da proposta de equiparar facções criminosas a grupos terroristas. Para evitar um impasse, o relator retirou o tema do texto original, mas Sóstenes apresentou um destaque para reincluir o dispositivo.

💰 A Negociação e o Veto

Em uma reunião com lideranças e com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Motta pediu que Sóstenes retirasse o destaque.

A discussão foi intensa. Sóstenes, então, questionou Motta sobre o que receberia em troca, sugerindo que o presidente pautasse o projeto do deputado Danilo Fortes. Motta se recusou a se comprometer, e Sóstenes manteve o pedido.

No plenário, Motta barrou o destaque do PL alegando inconstitucionalidade, e o dispositivo foi, finalmente, excluído da proposta. Horas depois do embate, já na madrugada, Motta enviou a mensagem que selou o rompimento.

A aliados, Motta desabafou que, apesar de respeitar Sóstenes, ele e Lindbergh “adoram gerar um caos semanal” e expõem a Câmara a desgastes desnecessários.

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