O limite de tolerância para a conduta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) parece ter se esgotado. Com o parlamentar atingindo a marca de 50 faltas em sessões da Câmara, a pressão por sua cassação se intensifica, liderada por uma ofensiva da bancada do PT que exige rigor na fiscalização do mandato.
A situação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se insustentável: as 50 ausências já ultrapassam o limite constitucional de um terço das sessões permitido sem justificativa. Além do recorde de “gazeteiro”, o deputado também virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação de Justiça.
Ofensiva em três frentes
A bancada petista, segundo apurado pelo Diário Carioca, abriu três frentes simultâneas para garantir que o mandato seja cassado antes de março de 2026, data em que o regimento atual da Câmara envia o relatório de frequência:
- Mudança Regimental: O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), apresentou uma proposta para alterar o mecanismo de aferição de faltas. A ideia é instituir verificações trimestrais, permitindo a abertura imediata do processo de perda de mandato assim que o limite for atingido, evitando a “tolerância inconstitucional” da norma vigente.
- Ação na PGR e STF: Lindbergh acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão recomende ao STF a instauração do procedimento de perda de mandato junto à Mesa Diretora da Câmara.
- Pressão sobre Hugo Motta: A terceira frente envolve a pressão direta sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Bolsonaristas sob escrutínio
A situação de Eduardo Bolsonaro se soma a de outros bolsonaristas que também estão no exterior e sob escrutínio da Justiça. Alexandre Ramagem (PL-RJ) teve a prisão decretada por Alexandre de Moraes por descumprimento de medidas e condenação por participação em tentativa de golpe.
Já Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália após condenação por invasão de sistemas do CNJ, aguarda audiência de extradição. A situação dos três reforça o argumento do PT de que é urgente o rigor na fiscalização dos mandatos para garantir a integridade do Poder Legislativo.

