O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, afirmou que a investigação da Polícia Federal sobre suposta venda de decisões judiciais pode ter relação com o crime organizado. A declaração foi feita em entrevista ao Poder360, na qual o ministro destacou que a hipótese ainda não passa de uma possibilidade, sem qualquer comprovação no momento.
Benjamin comentou que um dos pontos que chamaram a atenção foi o nomadismo de servidores — o giro frequente de assessores e funcionários entre gabinetes de ministros. Segundo ele, essa prática sempre foi vista como algo comum na rotina do tribunal, mas o caso expôs a necessidade de reavaliar mecanismos de controle e prevenção.
O ministro classificou a investigação como um verdadeiro “choque de realidade” para o Judiciário. Ele defendeu que a apuração seja aprofundada e que, caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis sejam punidos de forma exemplar. Herman Benjamin lembrou ainda que o STJ possui mais de 5 mil servidores, reforçando que eventuais desvios cometidos por poucos não podem manchar a instituição como um todo

