Herman Benjamin alerta para possível influência do crime organizado no STJ e pede fortalecimento de controles

Presidente do STJ diz que investigação sobre venda de decisões é um “choque de realidade” e que movimentação constante de servidores entre gabinetes pode ser um fator de risco.
Em entrevista, o presidente do STJ, Herman Benjamin, afirmou que a investigação da PF sobre venda de decisões pode ter conexão com o crime organizado.
Foto: Gustavo Lima / STJ
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, afirmou que a investigação da Polícia Federal sobre suposta venda de decisões judiciais pode ter relação com o crime organizado. A declaração foi feita em entrevista ao Poder360, na qual o ministro destacou que a hipótese ainda não passa de uma possibilidade, sem qualquer comprovação no momento.

Benjamin comentou que um dos pontos que chamaram a atenção foi o nomadismo de servidores — o giro frequente de assessores e funcionários entre gabinetes de ministros. Segundo ele, essa prática sempre foi vista como algo comum na rotina do tribunal, mas o caso expôs a necessidade de reavaliar mecanismos de controle e prevenção.

O ministro classificou a investigação como um verdadeiro “choque de realidade” para o Judiciário. Ele defendeu que a apuração seja aprofundada e que, caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis sejam punidos de forma exemplar. Herman Benjamin lembrou ainda que o STJ possui mais de 5 mil servidores, reforçando que eventuais desvios cometidos por poucos não podem manchar a instituição como um todo

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