O Inimigo do Povo agiu

Hugo Motta faz o que não fez no motim bolsonarista e usa a força contra Glauber Braga

Glauber Braga ocupa cadeira da Presidência da Câmara e é retirado à força pela Polícia Legislativa
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) protagonizou nesta terça-feira (9) uma cena extrema ao ocupar a cadeira da Presidência da Câmara dos Deputados, em protesto contra a decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de pautar a votação que pode levar à cassação de seu mandato.

Braga recusou-se a deixar o assento mesmo após sucessivas ordens formais da Mesa, transformando o plenário em palco de confronto político explícito.

Retirada truculenta e censura
A Polícia Legislativa retirou Glauber Braga à força da cadeira da Presidência, sob protestos da deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP). Logo após, o comando da Casa determinou a retirada de deputados do plenário e expulsou jornalistas das galerias.

A TV Câmara suspendeu a transmissão ao vivo. As imagens da cena passaram a circular apenas por gravações feitas com celulares e exibidas por emissoras externas.

“Até o limite das minhas forças”
Antes de ser removido, Braga afirmou em plenário: “Eu aqui ficarei até o limite das minhas forças”, classificando sua permanência como um ato de resistência política diante do avanço do processo disciplinar.

Mesmo após a intervenção do secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Júnior, o deputado manteve a recusa em deixar o local.

Ecos de ocupações anteriores
A cena lembrou episódios recentes em que deputados bolsonaristas ocuparam a Mesa Diretora para tentar impedir o comando de Hugo Motta em sessões conflagradas. Desta vez, porém, o confronto partiu de um parlamentar da oposição.

A votação sobre o futuro político de Glauber Braga ainda não teve horário definido. O deputado afirma que seguirá resistindo, política e fisicamente, enquanto considerar o processo ilegítimo.

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