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Escudo aéreo

Brasil ergue guarda aérea e busca soberania tecnológica

Exército adota sistema italiano de defesa antiaérea de médio alcance, ampliando capacidades militares e integrando o projeto Força 40 até 2039.

15 de janeiro de 2026

O Brasil decidiu olhar para o céu com mais seriedade. O Exército vai incorporar um sistema italiano de defesa antiaérea de média altura e alcance, fruto de um acordo de cooperação entre Brasil e Itália, formalizado em portaria assinada em 22 de dezembro pelo chefe do Estado-Maior da Força.

O documento define diretrizes para aquisição e desenvolvimento conjunto dos equipamentos, ainda sem prazos para contratação. A iniciativa integra o projeto Força 40, plano estratégico de modernização do Exército brasileiro com horizonte até 2039.

Com o novo sistema, o país passa a contar com capacidade de interceptação de ameaças aéreas a até 15 quilômetros de altitude e 40 quilômetros de distância — um salto técnico relevante para uma força que, até agora, operava apenas sistemas terrestres de baixa altura.

Um país continental não se defende só com discurso

A decisão não nasce do acaso. Em um mundo onde drones, mísseis e vetores hipersônicos redefinem conflitos, a defesa aérea deixou de ser luxo estratégico e passou a ser requisito mínimo de soberania. Um país continental, com infraestrutura crítica espalhada e fronteiras extensas, não se protege apenas com boa vontade diplomática.

Ao optar por cooperação e desenvolvimento conjunto, o Brasil sinaliza algo além da compra. Busca absorção tecnológica. Busca autonomia futura. Busca sair da condição histórica de cliente e aproximar-se, ainda que lentamente, da posição de coprojetista.

Força 40 e o relógio longo da Defesa

O projeto Força 40 é, por definição, um pacto com o tempo. Modernizar até 2039 exige constância política, orçamento previsível e visão de Estado — virtudes raras em um país acostumado a soluções improvisadas.

A escolha italiana indica pragmatismo. Sistemas europeus equilibram tecnologia madura, interoperabilidade e menor dependência geopolítica direta das grandes potências militares tradicionais. Não é alinhamento automático. É cálculo.

Capacidades: onde estamos e para onde vamos

AspectoSituação atual do BrasilNovo sistema italiano
Altura de interceptaçãoBaixa alturaAté 15 km
Alcance horizontalCurto alcanceAté 40 km
Defesa contra vetores modernosLimitadaAmpliada
Cooperação tecnológicaRestritaDesenvolvimento conjunto

Os números são claros. O vazio existia. E começará a ser preenchido. Mas números não garantem soberania sozinhos. Sem continuidade, treinamento e integração doutrinária, sistemas viram peças caras em hangares silenciosos.

A defesa aérea é menos sobre guerra e mais sobre dissuasão. É o recado silencioso de que o espaço aéreo não é terra de ninguém. O Brasil começa, finalmente, a escrever esse aviso em letras visíveis no radar.


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