
A estética do ódio no Salão Oval
Na madrugada de 6 de fevereiro de 2026, a diplomacia e a decência política sofreram um novo golpe desferido pelo gabinete de Donald Trump. O atual presidente dos Estados Unidos utilizou sua plataforma, Truth Social, para disseminar um vídeo de teor racista explícito contra Barack e Michelle Obama. Em um trecho de computação gráfica, os rostos do casal são sobrepostos a imagens de macacos, ao som da trilha sonora de “O Rei Leão”. Para observadores internacionais e historiadores, a atitude não é apenas um insulto pessoal, mas a confirmação de uma postura despótica que ignora os limites da dignidade humana no exercício do poder.
Reacionarismo e a guerra das “Deepfakes”
Desde o início de seu segundo mandato em 2025, Trump intensificou a instrumentalização de Inteligência Artificial para desumanizar adversários. O vídeo em questão, além das ofensas raciais, ressuscita alegações falsas de fraude eleitoral envolvendo a empresa Dominion. Não é um incidente isolado: no último ano, o republicano já havia compartilhado montagens de Obama em trajes de presidiário e ataques caricaturais contra Hakeem Jeffries. A irracionalidade da mensagem busca inflamar a base conservadora através do choque estético e do resgate de tropos racistas do século XIX.
Reação Democrata e o isolamento moral
A resposta foi imediata. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou o comportamento como “nojento” e exigiu que o Partido Republicano denuncie formalmente a conduta de seu líder. Ben Rhodes, ex-conselheiro de segurança nacional, foi mais enfático ao descrever Trump como uma “mancha na história norte-americana”, prevendo que o legado dos Obama resistirá ao que chamou de “seguidores racistas” do atual mandatário. O episódio ocorre em um momento de extrema tensão, onde o uso da máquina pública para ataques pessoais levanta debates sobre a sanidade e a ética do comando da maior potência mundial.
Takeaways
- Donald Trump utiliza montagens racistas para atacar Barack e Michelle Obama em rede social.
- O conteúdo associa o único presidente negro da história dos EUA a animais, prática clássica de desumanização racial.
- A peça audiovisual também repete mentiras sobre as eleições de 2020 e a empresa Dominion.
- Democratas e ex-conselheiros de segurança classificam a atitude como inaceitável e exigem denúncia republicana.
Fatos-chave
- 06/02/2026: Data da publicação criminosa no Truth Social.
- The Lion Sleeps Tonight: Trilha sonora utilizada para ridicularizar o casal Obama.
- Gavin Newsom: Governador da Califórnia que liderou a condenação ao vídeo.
- 2025-2026: Período marcado pelo uso sistemático de IA por Trump para ataques políticos.





