
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) liberou, nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, o volume final de documentos relativos à investigação do financista Jeffrey Epstein.
O material, que totaliza mais de 3 milhões de páginas e milhares de arquivos multimídia, contém depoimentos e relatórios do FBI com acusações diretas contra o presidente Donald Trump. Entre os relatos mais graves, destaca-se a denúncia de uma vítima que afirma ter sido estuprada por Trump aos 13 anos de idade, em um esquema de “leilão de crianças” que teria ocorrido na propriedade de Mar-a-Lago, com a conivência de Ghislaine Maxwell.
Perspectivas Editoriais
O “Zoológico” de Mar-a-Lago e o leilão de menores
Os documentos revelam uma faceta sombria das festas denominadas “Calendar Girls”. Segundo relatórios do National Threat Operations Center (NTOC), datados de agosto de 2025 e agora tornados públicos, Trump e Epstein organizavam eventos onde menores eram submetidas a exames físicos degradantes e “classificadas” por características genitais antes de serem entregues ao abuso. No Diário Carioca, compreendemos que a gravidade desses relatos transcende a esfera política, atingindo o cerne dos direitos humanos fundamentais. A descrição do DoJ sobre o uso de crianças como mercadorias em leilões sexuais configura um dos capítulos mais perturbadores da história recente da política global.
Ameaças de morte e “fertilizante” na Califórnia
Além das festas na Flórida, os arquivos detalham uma rede de tráfico sexual no Trump Golf Course, em Rancho Palos Verdes, na Califórnia, durante meados dos anos 90. Uma testemunha afirmou que Ghislaine Maxwell atuava como a principal agenciadora no local e relatou rumores de assassinatos de garotas que teriam sido “enterradas na instalação”. O depoimento inclui uma ameaça direta feita pelo então chefe de segurança de Trump: a denunciante foi avisada de que, se falasse, acabaria como “fertilizante para os nove buracos de trás” do campo de golfe, destino supostamente dado a outras vítimas desaparecidas.
Isenção do Departamento de Justiça e impacto em 2026
O vice-procurador-geral, Todd Blanche, enfatizou que não houve interferência da Casa Branca na seleção do material e que o governo não atuou para “proteger Trump” na divulgação. A liberação ocorre em um momento em que a figura de Trump é central na geopolítica mundial, e o teor dos documentos — que também citam nomes como Bill e Hillary Clinton, Elon Musk e os filhos de Trump — coloca as instituições americanas sob prova. A presença de “grandes quantidades de pornografia comercial” e vídeos entre o material sugere que o desdobramento judicial e as consequências políticas estão longe de um desfecho.
Implicações para o clã Trump e a elite global
A menção a Donald Jr., Ivanka e Eric Trump em contextos de presença em eventos ligados a Epstein amplia o cerco sobre o entorno familiar do presidente. Para o Diário Carioca, a confirmação de que esses arquivos marcam o encerramento da revisão oficial do DoJ significa que a “caixa de Pandora” de Jeffrey Epstein foi finalmente aberta. O mundo agora observa como o sistema de justiça dos Estados Unidos lidará com as evidências de crimes tão hediondos imputados a um presidente em exercício, desafiando a noção de que os poderosos gozam de impunidade perpétua diante do tráfico humano e do abuso infantil.





