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Epstein planejou saque de fundos líbios com Mossad

Documentos revelam que a rede de Jeffrey Epstein utilizou ex-agentes do MI6 e da Mossad para arquitetar a pilhagem de US$ 80 bilhões em ativos do Estado líbio durante o vácuo de poder de 2011.

1 de fevereiro de 2026

No auge da Primavera Árabe, em julho de 2011, o bilionário Jeffrey Epstein e uma rede de ex-agentes de inteligência internacional coordenaram um plano para capturar ativos soberanos da Líbia congelados no Ocidente. Documentos recém-divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) detalham como Epstein buscou capitalizar sobre a queda de Muammar Kadhafi, utilizando contatos de alto nível no MI6 e na Mossad para identificar e “recuperar” bilhões de dólares sob a fachada de serviços financeiros e jurídicos de reconstrução.

A arquitetura da pilhagem soberana O vazamento de mais de 3 milhões de páginas de documentos expõe uma faceta pouco explorada do império de Epstein: o papel de facilitador para operações de inteligência e arbitragem de ativos em zonas de conflito. Em 2011, com a Líbia sob sanções da Resolução 1973 da ONU, cerca de US$ 80 bilhões estavam dispersos e inacessíveis ao governo de Trípoli. Epstein não viu uma crise humanitária, mas uma oportunidade de arbitragem predatória. Através de uma correspondência datada de julho daquele ano, associados do financista descreviam os ativos líbios como “tesouros roubados” que poderiam gerar bilhões em taxas de sucesso para o grupo, caso conseguissem a custódia legal de sua recuperação.

O nexo entre inteligência e ativos congelados O que eleva este caso acima de uma fraude financeira comum é a cumplicidade explícita de ex-funcionários de elite da inteligência britânica (MI6) e israelense (Mossad). O dossiê revela que estes agentes manifestaram disposição imediata para colaborar na identificação dos fundos. Este alinhamento sugere que a rede de Epstein funcionava como uma “agência de inteligência paralela”, onde o segredo de Estado era mercadoria de troca para operações de saque institucional. A presença desses agentes valida a tese de que Epstein não era apenas um predador sexual solitário, mas um ativo operacional inserido nas engrenagens mais profundas da geopolítica financeira.

A Líbia como laboratório de exploração Enquanto o Conselho de Segurança da ONU prometia que os ativos seriam devolvidos ao povo líbio após o conflito, a realidade nos bastidores era de uma corrida pelo ouro digital. Os documentos apontam discussões com firmas de advocacia internacionais para operar em regime de “honorários de contingência”. O plano era simples: aproveitar-se da fragmentação política para apresentar-se como os únicos capazes de localizar os fundos desviados, garantindo uma porcentagem colossal sobre o montante recuperado. Para Epstein, a Líbia era o cenário ideal para uma operação de “reconstrução” que visava a transferência de riqueza para bolsos privados e agências de espionagem.

Implicações políticas e o vácuo da ONU O fracasso das instituições internacionais em proteger o patrimônio soberano da Líbia serviu de combustível para a rede de Epstein. Até hoje, o Governo de Unidade Nacional em Trípoli luta contra processos judiciais de nações ocidentais que tentam apreender partes desses fundos como compensação por investimentos interrompidos. O plano de Epstein, agora exposto, revela que essa resistência ocidental em descongelar os fundos pode ter raízes muito mais sinistras, ligadas a interesses de redes de influência que operam nas sombras da diplomacia oficial.

O fim do privilégio e a memória de 2019 A divulgação deste último lote de documentos ocorre sob forte pressão do Congresso americano, que exige transparência total sobre quem protegeu Epstein durante décadas. Embora o bilionário tenha morrido em 2019 em circunstâncias ainda debatidas, os novos arquivos reabrem as feridas de sua associação com figuras de proeminência global. O escândalo agora transcende a moralidade privada para atingir a segurança nacional e a integridade do sistema financeiro global, provando que a rede de Epstein estendia seus tentáculos até os desertos de petróleo da África do Norte.

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