O desfile do Bloco das Carmelitas, que deveria colorir as ladeiras de Santa Teresa nesta sexta-feira (13), terminou de forma abrupta e melancólica. Por medida de segurança, os organizadores decidiram encerrar o cortejo duas horas antes do previsto, após carrinhos de ambulantes, isopores e até barracas de churrasquinho bloquearem completamente as rotas de fuga e o avanço da multidão.
Risco à integridade física Segundo Rita Fernandes, presidente da Sebastiana (Associação de Blocos de Rua do Rio), a desorganização atingiu níveis críticos. Foliões relataram ter sido atropelados por carrinhos de ferro e queimados por fogo de barracas de espetinho em meio à aglomeração. O bloco não conseguiu sequer completar metade do trajeto planejado, travando na Rua Almirante Alexandrino.

[Image showing a crowded narrow street with parade participants and street vendors’ carts blocking the way]
Análise & Contexto

Críticas à Prefeitura A organização do bloco e a Sebastiana emitiram notas duras cobrando a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP).
- Falta de efetivo: Apesar da Prefeitura afirmar ter enviado 60 agentes, organizadores alegam que a fiscalização foi invisível e ineficaz.
- Insegurança: “Estamos em pânico, sem saber como será o dia de amanhã”, afirmou Rita Fernandes, destacando que a operação de Carnaval não pode se restringir apenas ao Sambódromo.

Em nota, a SEOP informou que intensificará as ações nos próximos dias, mas não detalhou por que permitiu que o número de ambulantes superasse a capacidade de suporte das ruas estreitas de Santa Teresa.
POSICIONAMENTO SEBASTIANA
INTERRUPÇÃO DESFILE DO BLOCO DAS CARMELITAS
A Sebastiana, Associação de Blocos de Rua do Rio, na qual o Bloco das Carmelitas é associado desde sua fundação, lamenta o ocorrido nessa sexta-feira, dia 13 de fevereiro, quando por prudência e em respeito aos foliões, os dirigentes e músicos interromperam o desfile do bloco.
Não é mais admissível que a Prefeitura não olhe para o Carnaval de Rua com a importância que ele tem na cidade e diante de sua dimensão. O não planejamento antecipado dos órgãos de segurança e a falta de atenção aos sinais de que haveria problemas levaram a uma situação que poderia ter resultado em um caso muito mais sério.
O excesso de ambulantes nos cortejos dos blocos, impedindo acessos e descolamentos, é um problema que há alguns carnavais vem sendo relatado e alertado. Defendemos que esses profissionais tenham o direito sim a trabalhar, mas de forma mais organizada e em diálogo com os que colocam os blocos nas ruas, para o bem de todos.
Destacamos ainda que os órgãos de segurança municipais e estaduais, como Guarda-Municipal e Polícia Militar, não podem ignorar a dimensão do carnaval de rua e seus impactos na cidade, fazendo parte da operação de Carnaval que não se restringe à Sapucaí.
Aguardamos o pronunciamento da Prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomarmos as medidas necessárias nos nossos blocos.
Sebastiana – Associação de Blocos de Rua do Rio
Takeaways:
- Fato Inédito: Primeira interrupção prematura por este motivo em 36 anos de bloco.
- Bloqueio Total: O cortejo não conseguiu chegar ao Curvelo por causa do “nó” humano e material.
- Prudência: A organização optou pelo encerramento para evitar um pisoteamento em massa.
Fatos-chave:
- Bloco: Carmelitas.
- Local: Santa Teresa, Rio de Janeiro.
- Motivo: Excesso de ambulantes e obstrução de rotas de fuga.
- Posicionamento: Sebastiana cobra garantias da Polícia Militar e da Prefeitura para o restante do feriado.





