sexta-feira, fevereiro 13, 2026
31.2 C
Rio de Janeiro
InícioMundoReforma de Milei gera caos em Buenos Aires e revive agenda de Bolsonaro e Guedes no Brasil
Milongas

Reforma de Milei gera caos em Buenos Aires e revive agenda de Bolsonaro e Guedes no Brasil

Protestos contra "flexibilização radical" terminam em repressão policial; projeto amplia jornada, extingue horas extras e restringe direito de greve.

JR Vital
JR Vital fev. 13, 2026

A cidade de Buenos Aires tornou-se um campo de batalha na última quarta-feira (11). Manifestantes e forças de choque entraram em confronto direto em frente ao Congresso Nacional durante os protestos contra a reforma trabalhista de Javier Milei. O projeto, que já avançou no Senado após 13 horas de debate, propõe uma reestruturação profunda que retira direitos históricos para, segundo a Casa Rosada, “modernizar” a economia.

Paralelo com o Brasil: Milei, Bolsonaro e Guedes A agenda de Milei guarda semelhanças estruturais com as propostas de Jair Bolsonaro e seu então ministro da Economia, Paulo Guedes. Assim como ocorreu no Brasil com a tentativa da “Carteira Verde e Amarela” e a MP da Liberdade Econômica, o governo argentino foca na redução do custo da mão de obra como motor de crescimento.

  • No Brasil: Guedes defendia que o trabalhador deveria escolher entre “ter direitos ou ter emprego”, propondo a redução de encargos e a prevalência do negociado sobre o legislado.
  • Na Argentina: Milei vai além, sugerindo a extinção do pagamento de horas extras, a flexibilização total de férias e a facilitação de demissões sem indenizações robustas.

Repressão e Resistência Sindical O clima de tensão escalou quando a polícia utilizou gás de pimenta, balas de borracha e jatos d’água contra os ativistas. Sindicatos como a CGT e grupos do setor industrial criticam a abertura comercial indiscriminada, que já resultou no fechamento de 18 mil empresas e na perda de 300 mil empregos formais desde a posse de Milei, em dezembro de 2023.

O governo, por sua vez, afirma que a reforma é uma exigência do FMI e a única saída para reduzir os 40% de informalidade no mercado de trabalho argentino. O projeto deve ser sancionado antes de 1º de março.

MUNDO

Análise & Contexto

Protestos contra "flexibilização radical" terminam em repressão policial; projeto amplia jornada, extingue horas extras e restringe direito de greve.

Takeaways:

  • Confronto: Dezenas de feridos e pelo menos 30 detidos em Buenos Aires.
  • Direitos em Jogo: O texto ataca diretamente a jornada de trabalho e o direito à greve.
  • Impacto Econômico: Críticos apontam que a reforma agrava a queda do consumo e a recessão industrial.
  • Padrão Regional: A reforma é vista como a face mais radical do neoliberalismo na América Latina.

Fatos-chave:

  • Presidente: Javier Milei.
  • Votação no Senado: 42 votos a favor e 30 contra.
  • Perda de Empregos: 300 mil postos fechados em apenas dois meses de governo.
  • Paralelo: Agenda inspirada no modelo “menos direitos, mais empregos” de Bolsonaro/Guedes.

RECOMENDADO
Parimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_online

Mais Notícias

Mais Lidas